1 de outubro de 2015

UMA OPORTUNIDADE MARAVILHOSA!

Gilson Souto Maior Junior
Pr. Sênior da Igreja Batista do Estoril
Bauru-SP
Enquanto muitos alardeiam a chegada de muçulmanos na Europa e no Brasil, colocando-os como um perigo iminente de “islamização” da cultura ocidental, eu vejo isso como uma oportunidade maravilhosa e fantástica. É claro que o discurso islâmico pode ser um perigo para os mais fracos, mas para a verdadeira Igreja de Cristo esse momento representa uma oportunidade nunca vista antes. Por quê? Porque a vinda desses refugiados é o momento para a igreja ajudar os estrangeiros e mostrar de forma prática o Evangelho de Cristo. Além disso, sem a barreira de seus países, aqui podemos falar livremente de Cristo e de Sua obra.
Mas por que eu deveria ver esse momento da história como uma oportunidade? Porque Deus é Soberano e apesar de todas as barreiras que o ser humano possa criar, no final das contas é o Senhor quem move o coração dos seres humanos para encontrá-lo. Nossa missão como igreja é de enviar missionários entre os muçulmanos; mas não podemos nos esquecer de que o Senhor de Missões age entre aqueles que Ele deseja alcançar. Literalmente estamos vendo-os se chegar ao nosso encontro, sedentos, cansados e sobrecarregados, altamente necessitados de uma mensagem de paz e transformação. Podemos afirmar, à semelhança de Paulo, que os muçulmanos são parecidos aos atenienses que o ouviam no Areópago; pessoas religiosas que adoram a Deus sem conhecê-lO. O que faremos? Esconderemo-nos com medo de que eles criem um “estado islâmico” no Brasil ou na Europa? Ou com ousadia, fé e amor falaremos da graça de Cristo?
Já imaginou que oportunidade temos nas mãos? Milhares de muçulmanos, vindos do Oriente e da África, fugindo de guerras e da miséria, buscando uma nova vida em nosso país; eis aqui a oportunidade sensacional. Mas como falaremos?
Primeiro, estabeleça uma amizade intencional e íntegra com os estrangeiros. O que significa isso? Significa que você buscará uma amizade sincera com um testemunho verdadeiro da pessoa de Cristo. Esse tem sido o grande problema da maioria dos que se dizem cristãos: eles não são diferentes dos ímpios em seu comportamento, linguagem e diversões. Como cristãos somos chamados a ser diferentes e viver a diferença do Evangelho. Diz a Escritura: “Portanto, eu, prisioneiro no Senhor, peço-vos que andeis de modo digno para com o chamado que recebestes” (Efésios 4:1; cf. 4:17; 5:2,8; Colossenses 1:10). Viver de maneira digna significa viver como agrada a Deus; e essa vida necessita ser diferente, pois Cristo andou na contramão desse mundo.
Além desse aspecto, vale salientar que os muçulmanos possuem uma ideia errada do cristianismo. Para eles, a cultura ocidental é a cultura cristã, de modo que eles não fazem a leitura correta entre cristianismo e cultura laica. Toda imoralidade e corrupção de nossa sociedade são vistas, muitas vezes, como cultura cristã e isso não é verdade. Por isso nossa amizade precisa ser íntegra, ou seja, precisa mostrar a diferença entre nós e o mundo.
Em segundo lugar, evite confrontos desnecessários. Paulo disse a Timóteo: “Ao servo do Senhor não convém discutir, mas, pelo contrário, deve ser amável para com todos, apto para ensinar, paciente, corrigindo com mansidão os que resistem, na esperança de que Deus lhes conceda o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade, e que se libertem da armadilha do Diabo, por quem haviam sido presos para cumprirem a sua vontade” (2Timóteo 2:24-26). Sim, há muitas diferenças entre o Islã e o Cristianismo; certamente essas diferenças devem ser tratadas com amor e graça, mas com mansidão. A principal diferença que eles precisam ver é a presença de Cristo ressuscitado em nós: “Pois resolvi nada saber entre vós, a não ser Jesus Cristo, e este, crucificado” (1Coríntios 2:2).

Portanto, não fiquemos assustados como se Deus tivesse perdido o controle do mundo. Não fiquemos apreensivos com uma “suposta invasão islâmica”, mas pela fé, no poder de Cristo Jesus, recebamos esses estrangeiros e mostremos a diferença do Evangelho de Jesus Cristo, o Filho de Deus.

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