15 de dezembro de 2014

Pesquisa revela influência da Universidade Aberta à Maturidade na interação tecnológica entre idosos

Longevidade, modernidade e qualidade de vida. Há alguns anos seria incomum ver uma pessoa idosa conectada com a internet, fazendo uso das redes sociais e outros artefatos eletrônicos. Só que os tempos mudaram e o advento da tecnologia também provocou uma mudança de hábito nas pessoas que chegaram à terceira idade. Pelo menos essa é uma realidade dos idosos matriculados na Universidade Aberta à Maturidade (UAMA), projeto da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), conforme atestou pesquisa realizada por uma estudante de Comunicação Social da Instituição.

Com o título “Nunca é tarde para aprender: vivências e interações tecnológicas dos idosos no contexto da UAMA/UEPB”, a pesquisa elaborada pela estudante Morgana Nilda dos Santos Soares, como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), mostrou que os alunos da UAMA têm uma forma diferente de enxergar a vida e estão cada vez mais conectados com as novas tecnologias e as novidades do mundo moderno. Alguns só não usam as ferramentas em casa, devido à concorrência com os familiares.

O trabalho orientado pela professora Robéria Nádia Araújo Nascimento, abordou o tema de forma inédita na Instituição e chamou a atenção pelos resultados obtidos. Realizado no ambiente da Universidade Aberta à Maturidade, tomando como referência entrevistas realizadas no período de setembro a outubro de 2014, o trabalho procurou focalizar a relação entre comunicação e educação. O objetivo foi conhecer e analisar a interação dos idosos com as Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), à luz da concepção de aprendizagem. Também teve por objetivo demonstrar que ainda há caminhos para todos que queiram aprender, mesmo que estejam na fase do envelhecimento.

Segundo Morgana Nilda, os relatos dos idosos indicam que as tecnologias fazem parte da rotina dos entrevistados como ferramenta de aprendizado. A pesquisa permitiu verificar que através da UAMA os idosos tornaram-se usuários assíduos dos meios de comunicação para suas interações do dia a dia, a exemplo do computador, celular e televisão, e que apesar de suas limitações no aprendizado das novas tecnologias, mostraram-se estimuladas a desenvolver suas habilidades nesse contexto.

“Observamos, durante o estudo, que a UAMA não apenas ensina ‘novos saberes’, mas estimula a convivência, favorece a inclusão social, minimiza a solidão e o isolamento dessas pessoas, trazendo possibilidades de interação fraterna e favorecendo o aprendizado contínuo” observou. Diferente dos tempos passados, em que os idosos procuravam se isolar e se excluir do convívio social com a chegada da aposentadoria, deixando-se afetar pela depressão e doenças degenerativas, os alunos entrevistados apresentaram nova postura frente à vida graças a participação na UAMA.

A pesquisa lembra que geralmente a velhice é uma fase que apresenta intensos desafios a ser superados pelos idosos, inclusive os de aprender a dominar e manusear os artefatos da comunicação em uma sociedade extremamente tecnológica e digital. No entanto, o espaço da universidade, ajuda a quebrar esse paradigma. Para a pesquisadora, a educação permanente, proposta por instituições desse gênero, amplia as possibilidades de diferentes saberes e possibilita que os idosos desenvolvam novas habilidades, favorecendo a convivência e a inclusão social, à medida que contribui para o envelhecimento ativo e o bem estar cognitivo.

A UAMA, segundo a pesquisa, busca recolocar os idosos em uma sociedade de compartilhamento, ao desenvolver suas habilidades com o uso das tecnologias, fazendo com que seus integrantes pertencentes à Instituição estimulem suas funções mentais e físicas frente o mundo contemporâneo.

O coordenador da UAMA, professor Manoel Freire, afirma que o projeto da UEPB, iniciado em 2009, tem procurado estimular os alunos a ter acesso às novas tecnologias. Ele conta que muitos idosos chegaram à Universidade sem saber sequer manusear uma máquina digital e, hoje, devido às aulas de informática, estão conectados com os novos tempos, usam pen drive e até computadores portáteis.




14 de dezembro de 2014

Entrevista:Reitor da UEPB Prof. Rangel Junior


Reitor da UEPB Rangel Junior
Ao completar dois anos à frente da gestão da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), o reitor Rangel Junior recebeu a imprensa institucional (Portal, TV e Rádio Web) para fazer uma avaliação do ano de 2014 para a Instituição. Ele falou sobre os prejuízos causados pela crise financeira, destacou a importância das parcerias e ressaltou a meta da Administração Central em intensificar o processo de transparência na Instituição, tornando a moralidade e a ética pública um legado do seu reitorado. Confira a entrevista na íntegra:

CODECOM - O ano de 2014 continuou sendo um ano de grandes dificuldades financeiras para a UEPB. Quais os principais problemas que a crise orçamentária gerou para a Instituição?

RANGEL JUNIOR - Foram problemas de várias naturezas. Do lado do ensino teve consequências muito danosas, porque se parou de investir no estudante. Por exemplo: há dois anos não abrimos mais nenhum acréscimo de bolsas para estudantes. Quando criamos o programa de cotas, estava implícito que iríamos dar condições a estes estudantes cotistas de permanência na Universidade. Não basta apenas abrir vaga, é preciso dar condições para que esses estudantes possam superar suas dificuldades de ordem acadêmica ou de ordem material e, para isso, a Universidade tem que criar programas de apoio. A UEPB foi criando estes programas de 2006 até 2010. A partir de 2011 paramos de criar e ampliar estes programas e foi justamente quando fechamos o ciclo de 50% das vagas na política de cotas. Isso gera evasão, abandono. Para o estudante, é uma perda muito grande. Também diminuímos o apoio a eventos, viagens e atividades acadêmicas que são essenciais para professores e estudantes, diminuímos os investimentos em capacitação de técnicos administrativos também. Então, nesse aspecto do conhecimento, é um prejuízo muito grande. Do ponto de vista da pesquisa, por exemplo, em 2009 e 2010 a UEPB lançou o PROPESQ, programa de apoio a pesquisa com financiamento de projetos que era desenvolvido pela própria Universidade, com recursos próprios. Nesses dois anos q UEPB investiu R$ 2,5 milhões e parou por aí. A partir de 2011 não teve mais condições de manter esse investimento e não lançou nenhum edital desta natureza. Deixou de ser possível estimular grupos de pesquisa e isso é um prejuízo enorme. Do ponto de vista material, paramos de renovar equipamentos, de renovar frotas de veículos e até mesmo condições ambientais de setores. Têm laboratórios que foram construídos e não foram abertos porque não houve condições de equipar e por falta de recursos humanos. Diminuímos o apoio a professores e estudantes que iam apresentar trabalhos em congressos. Melhorou um pouco em 2014 por causa do PINAEST, que é um recurso que conseguimos captar por causa da adesão ao SiSU e com ele conseguimos voltar a apoiar os estudantes com algumas viagens. Tivemos que fazer uma readequação na política de moradia estudantil. Convertemos a política de moradia de residência, principalmente em Campina Grande, em bolsa moradia. Também estamos convertendo em Catolé do Rocha. Então, de um ponto de vista geral, temos um prejuízo que aparentemente é material, mas é um prejuízo essencialmente acadêmico, que se revela na prática na vida acadêmica, na qualidade do ensino, nas condições de trabalho. No que diz respeito a salários, por exemplo, não pudemos repor nem mesmo a inflação, pelo IPCA dos períodos anteriores. Há pelo menos três anos não temos a reposição real da inflação e isso cria um processo de corrosão salarial que nos leva a deixar de competir com outras universidades e nos faz perder docentes e pesquisadores para outras universidades, coisa que não acontecia desde 2003. Voltamos a perder profissionais. Somente em relação a técnicos administrativos, do último concurso, de 200 contratados mais de 80 pediram exoneração. Ou seja, encontraram empregos melhores do que a UEPB. Por isso é um mito dizer que a UEPB paga os melhores salários, que tem uma remuneração muito boa. Na verdade, nossos salários já não são atrativos e isso também traz um grande prejuízo para a Instituição, que se revela no trabalho, na qualidade do ensino, da estrutura do que se oferece e que é o cerne da Instituição.

CODECOM - Um ano atrás, na avaliação que o senhor fazia do primeiro ano de sua gestão, o senhor disse que 2013 tinha sido um ano de cortes e que a sua expectativa para 2014 era de retomada de crescimento, mas o ano acabou apresentando ainda mais dificuldades. Então, o que esperar de 2015?



RJ - Não consigo ser otimista. Me alimento muito de motivação no trabalho e de muita esperança de que o trabalho e a ação política vão reverter o quadro. De fato 2014, do ponto de vista daquilo que eu esperava ao final de 2013, foi uma frustração muito grande, porque não conseguimos realizar nada de novo na Universidade a não ser a renovação de atitudes, em uma tentativa de mudar práticas institucionais da gestão na sua forma de se relacionar com a comunidade, em um aprofundamento da participação interna e externa, tentando aperfeiçoar métodos de trabalho, sistemas de funcionamento, o atendimento ao público. Outra questão que não conseguimos resolver é sobre como vamos conseguir motivar um professor para ele dar uma aula melhor, para motivar um técnico 
administrativo para que ele desenvolva um trabalho melhor se na base algumas motivações deixam de existir? Por exemplo: faltam computadores para desenvolver bem uma função, faltam máquinas adequadas para algumas pessoas desenvolverem o seu trabalho, faltam equipamentos em laboratórios, que não são renovados e até a manutenção de alguns que não são feitas, faltam insumos para os laboratórios de pesquisa. Tudo isso acaba por gerar um mecanismo de desmotivação e é importante essa compreensão de que o convencimento tem que vir pela palavra, mas também em respostas práticas e efetivas. Do ponto de vista de atendimento das demandas básicas de alguns setores da Universidade, principalmente no que diz respeito a equipamentos, a insumos, a condições de trabalho, deixamos a desejar, porque a Universidade simplesmente não teve as condições necessárias para esse atendimento. As expectativas que eu tenho novamente é que 2015 vai ser melhor porque tem horas que é como se tivesse chegado no limite, como se pior do que está não pode ficar. Mas eu pensava assim em 2013 e descobri que era possível piorar. No entanto, acredito que para 2015 pelo menos dois indicadores apontam para a diminuição de uma sangria que temos há algum tempo, principalmente na atividade de custeio, na manutenção da Universidade. Diante da possibilidade de ser mantida a proposta orçamentária que o Governo encaminhou para a Assembleia Legislativa, sairemos de uma faixa orçamentária para despesas correntes da ordem de R$ 25 milhões em cinco anos seguidos para um patamar de um ajuste que pode chegar a 20% desse montante. Mas como há uma demanda reprimida muito grande e as necessidades vão crescendo, depois de quatro anos sem nenhum ajuste na despesa de custeio, com esse pequeno ajuste vislumbramos a possibilidade de ao menos conter essa sangria, para em 2015 otimizarmos o trabalho na Universidade com insumos, equipando laboratórios, passando a apoiar mais viagens, melhorando a manutenção de veículos, adquirindo computadores. Na parte de investimentos de capital, também há um indicativo de que teremos uma pequena capacidade de investimento. Longe de ser aquilo que é necessidade da Universidade, mas devemos sair de um cenário onde ano a ano fomos caindo de R$ 21 milhões até chegarmos em R$ 2 milhões, em uma regressão orçamentária. Agora, a perspectiva é de que o orçamento aprovado fique em torno de R$ 7 milhões a R$ 8 milhões para investimento. Se pelo menos metade desse recurso a gente conseguir investir em equipamentos a gente melhora as condições de trabalho, Depois disso tem a questão das obras físicas e aí tem que se pensar em algo em médio prazo.  Toda a verba que existe para o ano que vem, se tivesse que escolher uma obra para investir, daria apenas para o cercamento do Câmpus de Campina. Mas a questão é que tem demanda dos outros câmpus, então é preciso dividir dentro do possível, planejar o início de algumas obras e ver se o Governo do Estado executa algumas obras como o governador prometeu, a exemplo das obras do Câmpus de Monteiro, que dependia apenas do projeto, que tivemos dificuldade de pagar pela elaboração do projeto e somente agora resolvemos de forma parcelada. Agora depende exclusivamente do governador a ação de começar as obras do Câmpus de Monteiro. Mas temos outras obras necessárias, como o laboratório do CCT, a criação de um ambiente para professores, o cercamento do Câmpus I, a construção de um auditório que tenha reais condições de receber atividades diversas, que possa também ser um espaço multiuso. Em Patos tem a questão da construção do Câmpus VII, assim como em João Pessoa. O Câmpus de Guarabira precisa de ampliação, Catolé do Rocha, Lagoa Seca e Araruna da mesma forma. No Câmpus VII temos uma obra que se arrasta há três anos e não foi concluída por falta de recursos. Mas mantenho acesa a chama da esperança, acreditando que pela força da argumentação e do trabalho vamos reverter essa situação. Também continuamos buscando recursos externos em Brasília, com emendas, propostas de deputados, financiamentos externos. Mas a graduação é custeada pelo Estado e não tem como custear a graduação com recursos federais. Não há possibilidade para isso.

CODECOM - Quais medidas foram mais difíceis de serem tomadas para manter a UEPB em funcionamento, sem maiores prejuízos para a comunidade acadêmica?


RJ - Tivemos que reter durante muito tempo processos de concessão de benefícios pessoais, benefícios esses que eram e são direitos de técnicos e professores da Universidade. Tivemos que segurar a contratação de professores e técnicos efetivos. Não realizamos concursos. Temos uma demanda de aproximadamente 300 professores substitutos que já representa 30% do quadro total da UEPB, o que é uma distorção. Precisamos de professores na carreira, efetivos, mas não tivemos condições de contratar. A partir do ingresso na carreira há também instrumentos de motivação para os técnicos e docentes, para que eles comecem a pensar suas vidas profissionais como parte integrante do projeto da Instituição e não apenas como uma remuneração temporária que se recebe. A criação de vínculos institucionais, até de ordem imaterial, só se dá com o tempo e, logicamente, a relação do professor substituto com a Universidade não tem como ter o mesmo patamar da relação de um efetivo, porque um substituto não pode ser licenciado para uma capacitação, o apoio para suas atividades de trabalho é mínimo, as condições de trabalho não são equiparadas ao professor efetivo, a remuneração é precária do ponto de vista de comparativo com o efetivo, há insegurança em relação à continuação do trabalho. Então tudo isso traz um conjunto de instabilidade. Para mim, como gestor que sou defensor intransigente do ingresso por concurso público, por boas condições de trabalho, ter que negar direitos às pessoas é algo extremamente doloroso e ter que mostrar para as pessoas que elas têm direito, mas que vou negar porque a Universidade não tem condições para pagar, eu considero algo degradante do ponto de vista da condição humana do gestor. Ter que pedir que as pessoas façam mais com menos é algo que não condiz com a realidade laboral. Não oferecer boas condições de trabalho é difícil porque não se pode também cobrar que as pessoas façam mais. É difícil exigir das pessoas que exerçam com excelência suas atividades se a Universidade não oferece as condições para isso.

CODECOM - Mesmo diante do cenário de crise, o que teve de positivo no ano de 2014 para a UEPB?

RJ - Acredito que estamos recriando uma cultura universitária, uma cultura pública na Universidade. Talvez tenha sido, ao longo desse período, minha principal meta. Tenho tentado fazer uma gestão amplamente participativa, não só dentro daquilo do que o Estatuto determina, mas criando mecanismos de participação da sociedade, através de um processo de intensificação da transparência na Universidade e eu quero radicalizar nesse sentido. A criação do Conselho Social e a montagem desse conselho é muito importante no tocante ao processo de democratização, para que a sociedade cada dia mais se aproprie da Universidade, do que ela faz, do que ela tem e do que ela pode fazer. Esse processo de transparência e democratização é o que existe de mais atual na gestão pública. A busca pela eficiência tem que ser agregada a mudança cultural, de hábitos, do fazer cotidiano. Como não tivemos condições materiais de implementar uma reforma administrativa ampla, tivemos que fazer um enxugamento deixando de contratar pessoas, deixando de inserir pessoas em determinadas atividades. Mas foram positivas as pautas ordinárias dos conselhos superiores, com amplos debates, a instalação e implantação definitiva do Conselho Curador, que desde 20 anos atrás não funcionava e nós reinstalamos e reimplantamos; as prestações de contas publicamente feitas mês a mês, com transmissão ao vivo pela internet, com capacidade de participação da comunidade; o diálogo institucional que é extremamente importante e a gente tem feito reuniões sistemáticas em todos os centros. Tenho trabalhado com a equipe toda nesse sentido, para que todos incorporem essa prática de transparência. Em 2015 vamos radicalizar nessa cultura, porque tudo nosso tem que ser controlado pela sociedade, acompanhado, aberto. Os resultados positivos estão muito mais nesse campo do que na execução ou implantação de grandes projetos materiais, porque as condições da Instituição têm sido totalmente restritivas. Então, temos trabalhado intensamente nesse sentido da ética pública. A grande obra que estamos tentando construir é da cultura pública, buscando efetivamente esta questão da transparência, da eficiência, da moralidade com a coisa pública. Temos avançado muito no zelo com o que é público. É um legado que estamos buscando deixar.

CODECOM - A UEPB está passando por um processo de reestruturação da sua graduação. Quais os principais benefícios desta reformulação para a área de ensino da Universidade?

RJ - Temos um foco prioritário na graduação, no sentido de uma reformulação, porque precisa de uma sacudida grande. E nosso foco também, no mesmo nível de prioridade na pós-graduação, se volta mais no sentido da manutenção do que foi feito. Porque coloco em patamares diferentes? Porque a graduação faz parte da história da Universidade e, pelo próprio modelo do ensino no país, ela tem uma tendência forte à repetição, acomodação, resistência a mudanças, uma tendência ao conservadorismo. Percebemos isso e temos trabalhado junto à comunidade a necessidade de um fortalecimento nas licenciaturas, transformar a formação de professores em um processo mais qualificado no sentido de formar professores mais questionadores, mas críticos da realidade, mas tecnicamente mais preparados para a atividade docente. Como a evasão tem sido muito grande no nível superior em geral, tem áreas que temos um abandono da ordem de 50%. O Brasil como um todo vem ampliando a possibilidade de ingresso do estudante na Universidade, mas não tem fortalecido a permanência do estudante na Universidade, não tem dado garantias de ingresso e de conclusão do curso. É nesse aspecto que temos buscado, com essa reformulação da graduação, fortalecer os bacharelados, as licenciaturas, buscando as suas especificidades e trabalhando com foco nelas, ampliando as práticas voltadas para a atividade docente. Logicamente isso tem que acontecer por um profundo processo de debate na Universidade, com discussões permanentes, porque quem vai ministrar as mudanças na prática são os estudantes e professores. Não há processo de mudança que se dê por imposição. Por isso estamos desde 2013 trabalhando o aspecto da reformulação da graduação, em um sentido de coesão interna, de política acadêmica, da natureza do ensino superior, da importância da formação qualificada de professores, porque isso tem um resultado social importante. A reformulação da graduação tem foco na diminuição da evasão, no acompanhamento mais permanente do aluno, na definição de critérios que qualifique mais o estudante que ingresse na Universidade.

CODECOM – Como as parcerias ajudaram a UEPB diante de um cenário de dificuldades financeiras?

RJ - Realizamos muita coisa boa com as parcerias em 2014. Ampliamos nossa participação com parceiros internacionais, com universidades e empresas de tecnologia. Ampliamos nossa capacidade com novos projetos junto ao Ministério da Saúde que conquistamos através de uma primeira articulação do Nutes, que vem desde 2008 e este ano muita coisa aconteceu em termos de intercâmbio internacional, de conhecimento tecnológico, de professores, pesquisadores e estudantes se deslocando para a Alemanha, Espanha e França, participando de cursos, tudo como resultado desse projeto que a UEPB conquistou junto ao Ministério da Saúde. Este ano já começou a tomar forma a construção de uma fábrica de equipamentos médico-hospitalares com base na Universidade e, antes de fechar o ano, vamos firmar o contrato que envolve a UEPB, o Ministério da Saúde e a Life Med, que implica em transferência de tecnologia para produção de equipamentos que serão vendidos para o SUS. A fábrica será implantada em Campina Grande através da UEPB e vai gerar dividendos importantes não só na pesquisa mas também na formação dos estudantes, uma vez que graças a este projeto conseguimos mestrados importantes como o de Tecnologia da Saúde, o de Psicologia e estamos aguardando boas notícias com relação ao Mestrado em Química. Todos os cursos com uma relação muito próxima com o projeto. Ainda fortalecemos nossa parceria permanente com o Tribunal de Justiça, com o Ministério Público, com as prefeituras paraibanas e também do Rio Grande do Norte, com a realização de concursos públicos, OAB. A Universidade ampliou a sua capacidade de fazer qualificação de professores do Estado, em parceria com a Secretaria de Educação. Também com a Secretaria de Administração Penitenciária, por meio do Câmpus Avançado do Serrotão, executamos importantes ações. Então tudo isso é de fato muito importante, são ações que fizeram a diferença para a UEPB e que queremos ampliar. Onde houver a possibilidade de a UEPB se entranhar no tecido social, contribuindo com as questões sociais, vamos ampliar, porque entendemos que essa é a vocação essencial da Universidade, de ser esse instrumento entranhado na sociedade e contribuindo com o seu desenvolvimento.

CODECOM - Que mensagem o senhor deixa para a comunidade acadêmica ao final desse ano?


RJ - A mensagem principal nesse momento de fechamento de mais um ciclo é no sentido de que as pessoas não percam a esperança e não desistam daquilo que acreditam, porque as dificuldades as vezes atrapalham mas não podem impedir o ser humano de realizar. A própria história da Universidade é de dificuldades, de altos e baixos, que tem seus momentos de bonança, mas que também tem seus momentos de crise profunda. Mas o que pudemos avaliar é que de que qualquer balanço que se faça no mínimo há um aspecto positivo, que é no sentido da experiência institucional. A Universidade continua com um vínculo social muito importante e precisamos fortalecer esse vínculo. A única forma de fazer isso é melhorando cada dia mais o trabalho, qualificando cada dia mais sua ação, se comprometendo mais ainda com o povo. Sem dúvida, esses são instrumentos que temos de conquista da sociedade. Nós que fazemos a UEPB temos a compreensão de que ela é muito importante para a sociedade, mas a sociedade tem que sentir isso. A única forma de a sociedade sentir isso é a gente trabalhando cada dia mais de forma intensa, eficiente, qualificada. Não podemos desistir da esperança de ver e fazer as coisas melhorarem. Nada vai mudar por uma ação do destino, por uma ação espontânea. Nós que temos que fazer a nossa parte. Insisto na ideia da coletividade, porque todos nós somos responsáveis pela Universidade. Temos que priorizar a ação institucional e acredito que 2015 será melhor que 2014.

Pesquisadora do Grupo de Física da Atmosfera da UEPB recebe prêmio Capes de melhor tese 2014

A pesquisadora da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Ana Roberta Paulino, foi agraciada, recentemente, com o prêmio Capes de Melhor Tese 2014 na área de Geociências pelo trabalho "Estudo global da maré lunar na média atmosfera através de medidas por satélite". A tese foi defendida no Programa de Pós-Graduação em Geofísica Espacial do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Ana Roberta é graduada em Licenciatura em Física pela UEPB, onde foi bolsista de Iniciação Científica. Na oportunidade recebeu o prêmio de melhor trabalho de iniciação científica do Centro de Ciência e Tecnologia da UEPB, em 2007, com a pesquisa sobre "Variações nas amplitudes das marés na alta atmosfera do Cariri paraibano". Recentemente, ela teve projeto aprovado no Edital Universal do CNPq para dar continuidade ao desenvolvimento da pesquisa no Grupo Física da Atmosfera no CCT, aonde já vem trabalhando com bolsa de pós-doutorado do CNPq, sob a supervisão do professor Lourivaldo Mota Lima.

Com base em observações obtidas por instrumentos instalados em solo e a bordo de satélites, o grupo de pesquisa Física da Atmosfera tem realizado estudos envolvendo o sistema Atmosfera-Terra-Sol, com ênfase nas variações dos parâmetros da mesosfera e ionosfera devidas à propagação de ondas atmosféricas (marés e ondas planetárias), o que tem possibilitado a publicação de artigos em periódicos internacionais e nacionais, orientações de doutorado, mestrado e de iniciação científica.





ELE NASCEU PARA MORRER PELOS PECADORES!

A maioria das pessoas não conhece a razão do Natal, pois o que está na mente das pessoas é uma festa onde as pessoas comem e bebem bastante, trocam presentes e por um tempo de vinte e quatro horas – ou pelo menos na ceia – as diferenças somem. É a festa de um velho barbudo, vestido com roupas bem inadequadas para o cenário tropical, que entra em chaminés que aqui não existem e deixa presente para as crianças que foram boazinhas durante o ano. O pior é pensar que muitos preferem esse conto da carochinha ao invés da história real e verdadeira.
Pr. Gilson Souto Maior Junior - Igreja Batista do Estoril
Bauru - SP

E qual é a verdade? Não é outra senão aquilo que está claramente descrito nas Escrituras: Jesus Cristo, o Messias prometido de Deus, nasceu para morrer pelos pecadores. A evidência bíblica aponta para esse fato inquestionável. Jesus não veio para ser “o mártir da paz”, não nasceu para servir de um exemplo de altruísmo ou coisas desse tipo. Essas configurações sobre a pessoa de Jesus não são apenas inapropriadas; são na verdade uma afronta, pois diante da grandeza e da beleza do Filho de Deus, essas coisas são mesquinhas e pobres.
A Escritura deixa claro que Jesus nasceria de uma mulher (cf. Gênesis 3:15; Lucas 2:7; Gálatas 4:4; Apocalipse 12:5), que Ele seria da descendência de Abraão (cf. Gênesis 12:3; 18:18; Mateus 1:1; Lucas 3:34; Atos 3:25), de Isaque (cf. Gênesis 17:19; Mateus 1:2) e de Jacó (cf. Números 24:17; Mateus 1:2; Lucas 3:34). Jesus seria descendente de Judá (cf. Gênesis 49:10; Mateus 1:2,3; Lucas 3:33), o que nos mostra que Ele seria descendente da promessa abraâmica e do povo eleito de Deus. Sendo Jesus da tribo de Judá, a promessa era que Ele sairia da descendência de Davi, sendo Seu legítimo herdeiro (cf. 2Samuel 7:13; Isaías 9:7; 11:1-5; Mateus 1:1). A Bíblia dá com exatidão o local de seu nascimento, 700 anos antes através do profeta Miquéias (cf. Miquéias 5:2; Mateus 2:1; Lucas 2:4-7). A Escritura fala de que Seu nascimento seria em tempos difíceis (cf. Daniel 9:25; Lucas 2:1-7), que nasceria de uma virgem (cf. Isaías 7:14; Mateus 1:18; Lucas 1:26-35), que as crianças em Belém seriam mortas (cf. Jeremias 31:15; Mateus 2:16), que sua família fugiria para o Egito (cf. Oséias 11:1; Mateus 2:14,15) e que após Seu retorno desenvolveria o ministério na Galiléia (cf. Isaías 9:1,2; Mateus 4:12-16).
Mas alguém poderia me questionar dizendo: “O cumprimento das profecias em Jesus foi uma coincidência, obra do acaso”. Talvez pudéssemos dizer isso de algum personagem histórico, mas como você consegue colocar sessenta e uma (61) profecias messiânicas numa única pessoa com precisão? Não há nenhuma pessoa, viva ou morta, que consiga a metade disso. Peter Stone no seu livro Science speaks (Ciência fala) mostra através de cálculos probabilísticos que seria impossível as profecias ocorrerem apenas como um acaso. Ele disse que se pegasse apenas oito profecias e calculasse a chance de algum homem ter vivido até o presente, cumprindo essas oito profecias, o resultado seria 1 em 1017; isso é um em 100 quatrilhões! Stone diz que seria o mesmo que pegar uma moeda de um dólar e as colocar sobre o estado do Texas; elas cobririam o estado inteiro com uma camada de 60 cm de espessura. A conclusão é: Ou essas profecias foram recebidas por inspiração de Deus ou os profetas apenas escreveram como acharam que deveria ser. Nesse caso, os profetas tinham somente uma chance em 1017 de ver essas profecias sendo cumpridas em Cristo. As oito profecias, cumpridas em Cristo, trazem uma exatidão praticamente absoluta (STONE, 1963, p.100-107).
Então, por que Ele nasceu? Ouçamos o próprio Senhor Jesus dizer a razão de Sua vinda: “Porque o Filho do homem veio salvar o que se havia perdido” (Mateus 18:11). Ele também deixou claro que o “[...] Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e para dar a vida em resgate de muitos” (Mateus 20:28; cf. Marcos 10:45; Lucas 9:55). Sim, Jesus Cristo veio para morrer pelos pecadores e levá-los até o Pai: “Então Jesus falou em alta voz: Quem crê em mim não crê apenas em mim, mas naquele que me enviou. E quem me vê, vê aquele que me enviou. Eu vim como luz ao mundo, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas” (João 12:44-46).
Portanto, essa é a boa notícia do Natal! Deus teve compaixão dos pecadores condenados ao inferno e nos enviou – gratuitamente – Seu precioso Filho que, assumindo nossa humanidade, sem pecado morreu em nosso favor, cumprindo as exigências de Deus quanto ao pecado e provendo a todo aquele que Nele crê a graça e o perdão dos pecados. O melhor é que Cristo não morreu em vão, pois ressuscitou e vive ao lado do Pai para ser nosso intercessor e advogado.
Como nos diz o apóstolo Pedro: “Mas fostes resgatados pelo precioso sangue, como de um cordeiro sem defeito e sem mancha, o sangue de Cristo, conhecido já antes da fundação do mundo, mas manifestado no fim dos tempos em vosso favor. Por intermédio dele credes em Deus, que o ressuscitou dentre os mortos e lhe deu glória, de modo que vossa fé e esperança estejam em Deus” (1Pedro 1:19-21).

Um abraço fraterno e uma ótima semana em Cristo, a razão do Natal.
Pr. Gilson Jr.



13 de dezembro de 2014

A BOA MORDOMIA

Todo fim de ano é a mesma coisa: as pessoas fazem um tipo de revisão da vida, observam seus erros, fazem promessas e projetam seus sonhos para um futuro incerto. A mídia nos bombardeia com um “Natal consumista” e com a falsa ideia de que o próximo ano será melhor. E assim diria o “profeta apócrifo”: “Ê ô, vida de gado, povo marcado, povo feliz” (RAMALHO, Zé, 1980, CBS). E por que uso essa expressão? Porque vivemos num país onde a parcela de famílias com dívidas, como cartão de crédito, crédito pessoal, carnês e financiamentos, é superior às registradas em julho deste ano (63%) e em agosto do ano passado (63,1%), segundo a Agência Brasil (26/08/2014). E agora temos juros estratosféricos de 11,75% ao ano, embora saibamos que é muito mais que isso.
*Pr. Gilson Souto Maior Junior

O que mais me assusta é pensar que, se em termos macroestruturais seis em cada dez brasileiros estão com a “corda no pescoço”, numa perspectiva microestrutural isso tende a se repetir dentro da Igreja. Além de ser preocupante, pois as dívidas sugam as forças emocionais e físicas, a obra de Deus tende a sofrer com cristãos angustiados por causa dessa situação. E o que mais me irrita é que a mesma ideia lançada pelos meios de comunicação para um consumismo desenfreado é repetido por pastores e líderes “evangélicos” que defendem a maldita “teologia da prosperidade”. Ô vida de gado!
Qual a saída bíblica para essa situação? É exercer a boa mordomia do tempo e do dinheiro. Sim, esses dois aspectos da vida causam muito estresse e ansiedade em nosso coração; entretanto, se não tivermos a visão correta dessas coisas com o objetivo de alcançar uma vida piedosa, fracassaremos terrivelmente em nossa missão. Mordomia significa usar bem as coisas e o tempo que Deus me dá para a glória Dele mesmo; É ver-me como um servo responsável pelo tempo, pela família, pelos filhos, pelo cônjuge, pelo trabalho, pelo estudo e apresentar a Ele tudo como algo agradável.
Jesus disse em Sua oração: “Eu te glorifiquei na terra, completando a obra da qual me encarregaste” (João 17:4). Esse é o cerne da boa mordomia, viver para a glória de Deus. E tem mais um detalhe: “Portanto, seja comendo, seja bebendo, seja fazendo qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus” (1Coríntios 10:31). Ou seja, não há nenhuma área da nossa vida que Jesus não possa dizer: “É meu!”. Portanto, tudo que faço deve estar revestido com o intuito de trazer a Glória Daquele que é Dono absoluto de tudo. Por isso quero refletir sobre dois aspectos da vida que causam estresse em nós hoje: Tempo e Dinheiro.
Tanto o tempo quanto o dinheiro precisam de disciplina. Essa é uma palavra da qual não gostamos, pois pensamos nela apenas como a vara que castiga. Entretanto, disciplina tem a ver com “submissão às regras, autocontrole”; sempre essa palavra me aponta para um atleta de alto nível, a alguém que deixa certas coisas (boas ou ruins) para alcançar um objetivo maior. Sem disciplina diária não caminhamos na vida espiritual, pois precisaremos sempre abrir mão de certas coisas – e muitas delas são boas – para alcançar coisas melhores.
A Bíblia diz que devemos ser prudentes quanto ao tempo, andando não como insensatos, aproveitando cada oportunidade, pois os dias são maus (Efésios 5:15,16). Isso nos lembra de que não temos a eternidade aqui, mas que nosso tempo é limitado e que precisamos vivê-lo com os olhos na eternidade (cf. Colossenses 3:2). Sim, o tempo é escasso e valioso, pois a cada dia estamos mais próximos da sepultura (cf. Tiago 4:14). Isso nos mostra que o tempo está passando e que aquilo que está adiante de nós é totalmente incerto (cf. 1João 2:17; Provérbios 27:1). Perder tempo é perder algo que nunca poderemos recuperar. Portanto, é um engano quando as pessoas afirmam: “Vou recuperar o tempo perdido”; isso é uma falácia!
A Bíblia também nos chama a atenção quanto algumas verdades sobre o dinheiro. Segundo a Bíblia, tudo pertence a Deus (cf. Êxodo 19:5; Jó 41:11; Salmo 24:1); isso significa que somos nada mais, nada menos que administradores de Deus. Assim como José foi colocado como “[...] mordomo da sua casa e entregou em suas mãos tudo o que possuía” (Gênesis 39:4), assim também Deus nos dá todas as coisas para delas cuidarmos. Isso implica que a casa ou apartamento que moramos, as árvores que vemos na rua, o jardim que plantamos, o carro que dirigimos, a roupa que vestimos e aquelas que estão no armário, os livros, CD’s e DVD’s que estão em nossas estantes, tudo pertence a Deus. Até o dinheiro que temos na carteira ou no banco pertence a Deus: “A prata e o ouro pertencem a mim, diz o SENHOR dos Exércitos” (Ageu 2:8).
A grande questão aqui é a seguinte: O que temos feito com os bens e recursos que Deus tem nos dado gratuitamente? Se somos bons mordomos vamos aplicar o dinheiro de Deus em coisas que trarão Sua glória e alegria; entretanto, se usamos o dinheiro de Deus de maneira desonesta, comprando coisas para nosso prazer egoísta, para mostrar aos outros que temos isso ou aquilo, com o intuito de mostrar o que não somos, então saibamos desde já que daremos conta a Deus disso também.
Isso é muito sério, pois se estamos endividados e esgotados isso significa que não estamos usando corretamente os recursos de Deus. Quando os cristãos dizem que não tem tempo para servir a Deus isso significa que eles estão invertendo as prioridades, pois certamente tudo aquilo que envolvem seus interesses pessoais estão no topo da lista. Quando cristãos deixam de investir no Reino de Deus, isso significa que suas prioridades estão invertidas; são capazes de comprar uma televisão LED 3D por R$ 1.500,00 e dar para missões R$ 30,00 e passar o ano todo sem dar o dízimo para o sustento da casa de Deus. Ora, se nossas prioridades estão invertidas, como podemos esperar bênçãos de Deus?
A boa mordomia começa no reconhecimento de que não temos nada e tudo que temos é recebido segundo a graça de Deus. Que possamos dizer como Davi: “Ó SENHOR, tua é a grandeza, o poder, a glória, a vitória e a majestade, porque tudo quanto há no céu e na terra é teu. Ó SENHOR, o reino é teu, e tu te exaltaste como chefe sobre todos” (1Coríntios 29:11).

Tenha uma boa semana em Cristo

Fraternalmente, Pr. Gilson Jr.
Igreja Batista do Estoril - Bauru -SP

12 de dezembro de 2014

Assembleia Legislativa entrega Prêmio de Jornalismo

A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) realizou, nesta quarta-feira (10), o anúncio dos vencedores do Prêmio ALPB de Jornalismo,  durante festa de confraternização com a imprensa. A solenidade aconteceu no Sonho Doce Recepções.
O prêmio foi dividido nas categorias de jornalismo impresso, telejornalismo, radiojornalismo, webjornalismo e fotojornalismo. Foram premiados profissionais e estudantes de Comunicação.


Durante discurso, o presidente da Assembleia, Ricardo Marcelo (PEN), agradeceu a imprensa e aos estudantes presentes. "A imprensa tem um papel fundamental na democratização da informação e no fornecimento de elementos para o exercício pleno da cidadania. Tem profissionais aguerridos que trabalham duro todos os dias para levar à população o bem mais precioso que existe que é a informação", disse.
Ricardo Marcelo destacou que a imprensa, além de divulgar as leis elaboradas pela Assembleia Legislativa, faz com que a população possa cobrar cada vez mais seus direitos. "Não poderíamos deixar de homenagear esses profissionais paraibanos e destacar o seu papel social", afirmou.
De acordo com o parlamentar,  incluir estudantes de comunicação no prêmio colabora para a formação dos futuros profissionais.
A diretora de Comunicação da ALPB, Beth Torres, ressaltou a importância do evento. "Esse é um período que a gente tem para nos confraternizar e agradecer pela parceria, pois as informações só chegam a população graças ao auxílio da imprensa. O presidente teve a iniciativa de criar esse prêmio para estimular matérias que divulgassem as leis estaduais, que são de fundamental importância para o exercício da cidadania", disse.
Para o deputado Trócolli Júnior (PMDB), o parlamento não funciona sem o auxílio da imprensa.  "A Mesa da Assembleia, em nome do presidente Ricardo Marcelo, promove mais uma grande confraternização, talvez a maior já realizada com a imprensa durante todo ano, o que é motivo de alegria para todos nós", destacou.
Janduhy Carneiro (PTN) disse que é essencial reconhecer os trabalhos dos profissionais da imprensa e prestigiá-los. Para Daniella Ribeiro (PP), nesta relação entre a imprensa e o Poder Legislativo, quem ganha é o cidadão paraibano, pois "a imprensa está sempre  avaliando e cobrando o trabalho e trazendo para a a população aquilo que acontece dentro da Assembleia".
O deputado Toinho do Sopão (PEN) parabenizou a iniciativa.  "A Casa está de parabéns por este prêmio que reconhece a todos que fazem o jornalismo paraibano".
A presidente da Associação Paraibana de Imprensa (API), Marcela Sitônio, uma das integrantes do júri, ressaltou: "A imprensa passa um ano acompanhando o trabalho dos deputados, e esse prêmio se consolida como uma grande iniciativa do presidente Ricardo Marcelo", afirmou.  
Premiados - Na categoria jornalismo impresso, as matérias vencedoras foram as  das jornalistas Valéria Sinésio (1° e 3° lugar) e Katiana Ramos (2° lugar). Foram elas: "Revista vexatória ainda é feita em presídios da PB", "Com um lugar para morar, mulheres recomeçam a vida" e "Paraíba não cumpre lei contra desertificação", respectivamente.  Todas publicadas no Jornal da Paraíba.
Em telejornalismo, o jornalista Hebert Araújo, da TV Cabo Branco, ficou em 1° lugar com a reportagem "Pena Corporal". Em 2° ficou a matéria "Trabalho infantil: o que fazer", de Wendell Rodrigues, da TV Correio. Já o 3° lugar foi o da matéria "Da lei à vida", de Larissa Pereira, da TV Cabo Branco.
Os cinegrafistas das três produções também foram premiados. São eles: Thiago Ferreira e Severino Ramos (1° lugar); Humberto Lima, Mazureik Muniz, Asafe Pacheco, Joselito Santos (2° lugar); e Alexandre Frazão (3° lugar).
O jornalista Hebert Araújo também foi o 1° lugar na categoria Radiojornalismo, com a reportagem "Vidas reconstruídas" pela CBN. O 2º lugar ficou com a jornalista Mislene Santos, da rádio 98 FM. A reportagem "Ignorância legal" foi de sua autoria. Já o 3° lugar foi da matéria "O que as leis tem a ver com a sua vida", de Marcelo Andrade, também da CBN.
Na categoria Webjornalismo foram premiadas as jornalistas Socorro e Silva, do portal do Jornal da Paraíba (1° lugar) - com a reportagem "Bebês de presidiárias têm o direito de viver junto das mães até os 6 meses";  Michelle Farias (2° lugar), também do portal Jornal da Paraíba, com a reportagem "Lei estadual garante passe livre para pessoas com câncer"; e Henriqueta Santiago (3°), do Portal Danadices, autora da matéria  "Procon Legislativo é o novo serviço de defesa do cidadão paraibano".
Em Fotojornalismo, o 1º lugar foi do trabalho "Autismo infinito particular", da fotógrafa Karla Noronha, do Blog do Gordinho. O 2° lugar foi do fotógrafo Assuero Lima, com a foto "Quando o acesso é deficiente", do Portal Correio. O 3° lugar foi do fotógrafo Francisco França, com a foto "Lei garante passe livre para pessoas com câncer", publicada no portal do Jornal da Paraíba.
Estudantes - Os trabalhos premiados na categoria estudante foram: "Passe livre para a cura" (Jornalismo impresso), dos estudantes Jean Carlos da Silva e Andreza Barbosa de Andrade; "Lei 9.958/13, em benefício da mulher" (Telejornalismo), de autoria de Wallison Bezerra, Suenya Grandino e Josemi Cavalcante; "Leis importantes e folclóricas" (Radiojornalismo), de Daniel Lustosa;  e "Brincadeiras de verdade" (Fotojornalismo), de Manoel Pires. Todos estudantes da Maurício de Nassau.
Avaliação - Durante a avaliação dos trabalhos, foram analisados critérios como desenvolvimento do conteúdo, organização das informações, clareza, domínio da norma padrão da língua portuguesa, prestação de serviço à sociedade, originalidade, edição (no caso de telejornalismo e radiojornalismo) e estética (no caso de fotojornalismo).
O júri foi escolhido por critérios técnicos. Foi formado por professores universitários e representantes de sindicatos, associações, do Ministério Público e de uma Organização Não Governamental (Ong). A lista dos integrantes está disponível no site da ALPB.
Foram premiados os três primeiros lugares de cada categoria. O primeiro colocado receberá  R$ 5 mil; o segundo, R$ 3 mil e o terceiro, R$ 1,5 mil.  Os cinegrafistas das três produções premiadas na categoria Telejornalismo também receberão, respectivamente, R$ 5 mil, R$ 3 mil e R$ 1,5 mil, para o primeiro, segundo e terceiro lugares.
Já a premiação para os estudantes é de R$ 1 mil, para os primeiros lugares das categorias de jornalismo impresso, telejornalismo, radiojornalismo e fotojornalismo.










Fotos: Juliana Santos