24 de novembro de 2014

UEPB terá estrutura laboratorial do Nutes e produtos da Editora Universitária na Fetech

A Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), através da Editora Universitária (EDUEPB) e do Núcleo de Tecnologias Estratégicas em Saúde (NUTES), vai expor alguns de seus equipamentos e produtos em um dos estandes da Feira de Tecnologia de Campina Grande (Fetech 2014). O público que comparecer ao estande da UEPB poderá conferir algumas inovações da Instituição, a exemplo da moderna impressora de prototipagem rápida para aplicação biomédica e odontológica em 3D do Nutes.

No estande, o Nutes montou toda uma estrutura para expor os trabalhos do Laboratório de Processamento de Imagens Médicas, do Laboratório de Instrumentação, o Laboratório de Biométrica e Ensaio, e do Laboratório de Certificação e Engenharia, que inclui a impressora 3D.

O equipamento produz próteses para serem utilizadas em pacientes que sofreram lesões ósseas graves. A impressora 3D é capaz de imprimir as partes estáticas e móveis de um modelo com articulações capazes de realizar movimentos, a exemplo de mandíbula, ombro e joelho. De acordo com Yasmim Martins, que trabalha no laboratório, o público que comparecer ao estande da UEPB também poderá fazer alguns exames utilizando a estrutura laboratorial do Nutes.

No tocante à EDUEPB, os visitantes da Feira poderão conhecer algumas novidades da Editora, como o lançamento de Catálogo 2014/2015, bem como as novas plataformas e dispositivos tecnológicos de apresentação. Os leitores também poderão ter acesso à leitura e disseminação do livro. Por meio da escrita colaborativa, quem desejar terá a oportunidade de produzir, na própria Fetech, um livro sobre os dias do evento. De acordo com o professor Cidoval Morais, quem visitar o estande da EDUEPB será convidado a ser autor do livro que será lançado durante a feira.

“Pode ser uma frase, um parágrafo, um poema, um verso, uma crônica, um desenho, uma foto, uma pintura, uma imagem, uma impressão sobre a feira, sobre ciência, sobre tecnologia, sobre o tema da feira. Será uma grande brincadeira séria”, disse Cidoval.


Bancada Federal da Paraíba se reúne e indica emendas para LDO 2015

A bancada federal da Paraíba se reuniu nessa quarta-feira (19), no Congresso, em Brasília, onde discutiu propostas e a indicação de emendas para a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o exercício financeiro 2015. O deputado federal Wilson Filho (PTB) coordenou os trabalhos, que teve a participação de deputados federais e de representantes dos senadores paraibanos.

De acordo com Wilson Filho, coordenador da bancada, os parlamentares paraibanos direcionaram emendas para investimentos na preservação e contenção da erosão da barreira do Cabo Branco (um dos pontos turísticos de João Pessoa), duplicação da BR-230, no trecho entre as cidades Campina e Cajazeiras, ampliação do Porto de Cabedelo e  duplicação da estrada entre os municípios sertanejos de Cajazeiras e Sousa.
A bancada também destinou emenda para ser investida na segurança pública da Paraíba. “Estamos vivendo dias de violência no estado e não temos, na prática, um investimento e plano para conter esse problema social. As drogas estão cada vez mais presentes e isso tem gerado, em alguns casos, outros tipos de crime como assassinatos, assaltos e roubo. Não podemos deixar que o crime tome conta do nosso estado”, frisou Filho.
O coordenador da bancada ressaltou que neste momento, os parlamentares precisam trabalhar sem distinção de partidos com foco no desenvolvimento do Estado. “Com as emendas na LDO, podemos ter recursos orçamentários para esses investimentos que são muito importantes para o Estado. Estamos em conjunto trabalhando para o melhor da Paraíba”, avisou o deputado petebista.
Além de Wilson Filho participaram do encontro os deputados federais major Fábio (PROS), Hugo Mota e Nilda Gondim, ambos do PMDB. “Os outros deputados e senadores justificaram a ausência na reunião, devido a compromissos de agenda. O senador Cássio Cunha Lima (PSDB), por exemplo, mandou um representante.
Hyldo Pereira

Assessoria de imprensa

23 de novembro de 2014

Rádio AM e migração: É preciso pensar!




O rádio, especialmente o AM – Amplitude Modulada – vem ao longo do tempo sendo uma mídia ameaçada por comentários negativos os mais diversos. Foi assim com a chegada da televisão e hoje, para os negativistas de plantão, com a Internet a situação fica pior. Mas, contrariando essas especulações o rádio continua firme e na segunda colocação na preferência popular, uma confirmação das pesquisas.

A chegada da Internet, pelo contrário, abriu novas perspectivas para o rádio  proporcionado uma maior interação com o ouvinte, democratizando a informação e fazendo com que os canais ofertados pela rede mundial de computadores universalizem ainda mais a mensagem dessa mídia.    

“O rádio é talvez a mídia que mais recebeu ameaças de morte até hoje. A todas, respondeu com criatividade e tecnologia. O rádio é a maior prova de capacidade de convivência dos diferentes meios de comunicação”. (O novo rádio – cenários da radiodifusão na era digital – pag. 8 – Antonio Francisco Magnoni e Juliano Maurício da Carvalho editora SENAC- SP)

Agora, mais do que antes, o nosso rádio quase centenário continua firme e trocando figurinhas com os ouvintes, como bem desejava o dramaturgo Eugen Berthold Friedrich Brecht, já final da década de 20. Para ele: "O rádio seria o mais fabuloso meio de comunicação imaginável na vida pública, constituiria um fantástico sistema de canalização, se fosse capaz, não apenas de emitir, mas também de receber. O ouvinte não deveria apenas ouvir, mas também falar: não isolar-se, mas ficar em comunicação com o rádio. A radiodifusão deveria afastar-se das fontes oficiais de abastecimento e transformar os ouvintes nos grandes abastecedores."

E é o que está acontecendo. A Internet é hoje um porto seguro para as emissoras de rádio, que amplia a sua capacidade de comunicação para com o ouvinte.  Por que então se continuar pensando que o Rádio está acabando?  
No ano de 2010, através da Portaria 290 foi instituído o Sistema Brasileiro de Rádio Digital, objetivando digitalizar as transmissões de radiodifusão sonora em Onda Média e em Frequência Modulada – FM. O objetivo: possibilitar uma boa qualidade de transmissão, notadamente para o rádio em Amplitude Modulada. Mas, o tempo passou e essa tão propalada digitalização foi mais uma vez adiada.

No final de 2013 o governo assinou o decreto que possibilita a migração de emissoras de rádio da banda AM para a FM. O clima de comemoração por parte do Executivo, por ter feito tal oficialização no dia do radialista (07.11.1013), não foi comemorado por todos.
O decreto assinado pela presidente Dilma Rousseff no ano passado, autoriza as rádios cuja migração for aprovada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e pelo Ministério das Comunicações a transmitir simultaneamente a programação em AM e FM, por até cinco anos.
A esperança da maioria do pessoal das Rádios AM era de que se anunciasse um Não se sabe, até agora o posicionamento definitivo sobre a chegada do padrão tecnológico de digitalização. Nos Estados Unidos o modelo já foi escolhido, desde 2002. Aqui Brasil a indefinição persiste, numa demonstração de incompetência, pois essa migração não atenderá a todos, pois tecnicamente falando não existe espaço suficiente no dial FM para o grande número de emissoras existentes. E aí, como fica? Nem todas, portanto, poderão migrar. E AS QUE MIGRAREM?
O processo é lento e nem todas as empresas de rádio no Brasil – muitas por sinal – não terão condições financeiras para uma mudança desse tipo, que obriga a aquisição de um novo transmissor, afora outros gastos. E mais. A migração de AM para FM tem um aspecto técnico importante a considerar. O alcance de uma emissora de rádio FM é bem menor do que de uma estação em Amplitude Modulada. Com isso, serão prejudicadas as áreas mais remotas, notadamente as rurais.
“Nós passaríamos de um alcance de 120 km para 54 km e não chegaríamos às localidades baixas, como na região do rio Araguari. Além da compra de novos equipamentos, teríamos que pagar a mudança de outorga, que na nossa classe varia entre R$ 800 mil e R$ 1 milhão, e no decreto diz que esse valor deve ser pago em parcela única. Nós não temos esse dinheiro e, por sermos uma fundação, não conseguimos financiamento nem do BNDES” - afirma o presidente da Rádio América-AM padre Edvaldo Pereira Sousa. A emissora é a única em amplitude modulada de Uberlândia, Minas Gerais, que irá migrar para FM. (www.correiodeuberlandia.com.br/wp-uploads)
A opinião do dirigente da emissora mineira deixa patente o descontentamento de muitos radiodifusores, que entendem nessa migração uma medida que em nada beneficia as emissoras que atuam em ondas médias. Para ele, “As interferências e chiados na recepção do sinal AM podem ser resolvidos com a mudança para o digital. E a instalação desse sistema é muito mais barata, cerca de R$ 50 mil. Essa mudança nos interessa. Passar para FM não” – acrescenta.
Ainda para esse dirigente, a sua emissora vai aguardar a liberação do sistema digital. “As interferências e chiados na recepção do sinal AM podem ser resolvidos com a mudança para o digital. E a instalação desse sistema é muito mais barata, cerca de R$ 50 mil. Essa mudança nos interessa. Passar para FM não”- afirma.
Com essa anunciada migração as novas FMs serão sintonizadas entre 76 e 88 Mhz, ou seja, antes da faixa que é coberta por qualquer rádio FM vendido atualmente. As empresas interessadas terão um prazo de oito meses a um ano para optar pela migração. As indústrias, por sua vez, terão cinco anos de prazo para se adaptar e produzir aparelhos de rádio FM que comecem em 76 Mhz. Não dá para entender!

Duas indagações, ainda, sobre os aparelhos receptores. Eles serão tão acessíveis e baratos quanto os que são vendidos atualmente? Quem irá se habilitar a migrar para uma frequência que ainda não se escuta? Não seria melhor esperar um pouco?  Fica a pergunta, notadamente para esses ansiosos e apressadinhos donos de rádio. É preciso pensar para depois não lamentar.




Estudantes da Universidade Estadual participam do Projeto Rondon no interior do Maranhão

Oito acadêmicos e dois professores do Câmpus I da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) irão participar, nos próximos meses de janeiro e fevereiro, do Projeto Rondon 2015. Os estudantes do 2º, 5º e 7º período dos cursos de Enfermagem, Odontologia, Serviço Social, Educação Física, Direito, Pedagogia, Biologia e Comunicação Social vão viver a experiência de passar 15 dias realizando ações nas diversas áreas do conhecimento, em uma comunidade carente na cidade de Mata Roma, no interior do Maranhão.
A equipe de estudantes selecionada pela UEPB vai integrar a chamada “Operação Jenipapo”, que funcionará em parceria com o Centro Universitário de Votuporanga (Unifev), de São Paulo. Mais de 15 municípios do Maranhão foram contemplados com a edição 2015 do projeto Rondon. Os estudantes partem de Campina Grande no dia 16 de janeiro e retornam à Paraíba no dia 2 de fevereiro. Em Mata Roma, eles vão encontrar uma realidade diferente de sua rotina e precisarão usar os conhecimentos adquiridos em sala de aula para tentar melhorar a qualidade de vida da população.
A professora Eliane Nogueira, do Departamento de Enfermagem e que chefiará a delegação, já fez uma visita de conhecimento à cidade maranhense, conversou com lideranças da cidade, radiografou os principais problemas que afetam a população e repassou as informações para os estudantes. Segundo ela, Mata Roma é uma cidade de 15 mil habitantes, que dispõe de uma boa estrutura, mas como todos pequenos municípios brasileiros precisa de melhorias em algumas áreas onde o serviço público ainda não alcançou.
A inclusão da UEPB nessa nova edição do Projeto Rondon foi resultado de uma proposta encaminhada pela Pró-Reitoria de Extensão para a Coordenação Nacional do projeto, procurando atender as exigências do Governo Federal. A proposta elaborada pela professora Eliane Nogueira priorizou o desenvolvimento de ações transformadoras e divulgadoras para melhorar a vida da população.
rond3Na cidade maranhense, eles vão realizar uma série de ações em oito áreas sendo que Saúde e Social serão o carro-chefe. Os alunos realizarão cursos e palestras em escolas públicas, associações de moradores e em outros espaços públicos. Na comunidade, os estudantes também terão contato com crianças, jovens, adolescentes e idosos que necessitam de ajuda para melhorar a qualidade de vida.
Integram a delegação, os acadêmicos Marileuda Araújo Costa, do curso de Serviço Social; Clordana Aquino, do curso de Comunicação Social; Rebeca Soares, de Odontologia; Francisco Pereira, de Educação Física; Vanderlânia Sousa, de Pedagogia; Raenilson Araújo, de Enfermagem; Pablo José, de Biologia; e Alission Rodrigues, do curso de Direito. Eles serão acompanhados pelas professoras Eliane Nogueira, do curso de Enfermagem, e Rilva Sueli, do curso de Odontologia.
O grupo vai ficar hospedado em uma escola municipal da cidade. “A população está de braços abertos para nos receber”, destacou professora Eliane. Segundo ela, os estudantes foram selecionados pela coordenação de cada curso, considerando o perfil de cada um. Nesse sentido, foram selecionados os acadêmicos que demonstraram disposição para se adaptar a um ambiente fora do conforto de sua casa.
O Pró-Reitor de Extensão, professor José Pereira, disse que os estudantes terão a oportunidade de usar um pouco dos ensinamentos da Universidade para ajudar a intervir na realidade da cidade maranhense. Pereira afirmou que a missão do grupo será importante e que a experiência será marcante para os selecionados. “O Projeto Rondon está com uma nova roupagem e com característica de ir nas comunidades carentes para gerar ações multiplicadores. A UEPB vai dar uma contribuição naquilo que a Instituição é forte. Muitas universidades mandaram propostas e a UEPB foi a única escolhida. Será uma ação que dará projeção a UEPB no cenário nacional”, comentou.
O Projeto Rondon é um programa do Governo Federal, promovido pelo Ministério da Defesa, e objetiva viabilizar a participação de estudantes universitários nos processos de desenvolvimento local sustentável e de fortalecimento da cidadania. Ou seja, o acadêmico deve repassar o conhecimento adquirido na universidade para a comunidade local.
Entre alguns dos objetivos estão integrar o universitário ao processo de desenvolvimento nacional, por meio de ações participativas sobre a realidade do país; estimular a produção de projetos coletivos locais, em parceria com as comunidades assistidas; e contribuir para a melhoria das condições de vida e bem-estar da população do município, por meio de ações que tragam efeitos duradouros para a economia, saúde, educação e meio ambiente.
Expectativa
A expectativa dos oito estudantes da UEPB selecionados para participar da próxima edição do Projeto Rondon é grande. Esta será a primeira experiência a ser feita pelos acadêmicos fora do ambiente de sala de aula. O grupo está na fase de planejamento das ações que serão desenvolvidas em Mata Roma, adaptada a realidade local. “Vamos tentar estimular pessoas que são lideranças na comunidade, como professores, agentes de saúde e representantes de associações, para difundirem nossas ações. Eles vão atuar como agentes multiplicadores de informações” revelou Vandernânia Sousa.
Um dos objetivos do grupo será transmitir conhecimentos e procurar plantar na comunidade sementes de esperança e de vida. “O nosso principal objetivo é tentar propagar o conhecimento que já adquirimos na universidade, para aquelas pessoas que vão ficar lá” reforçou Clordana Aquino, estudante de Comunicação Social, que além de divulgar todas as ações do grupo, ficou responsável pela apresentação da UEPB e da cultura de Campina Grande à cidade maranhense. Para isso, levará na bagagem um vasto material composto principalmente por fotografias mostrando as belezas da Rainha da Borborema.
O estudante Francisco Pereira, disse que a experiência servirá para agregar valores e estabelecer um intercâmbio cultural entre vários acadêmicos. Rebeca Soares, do curso de Odontologia, ressaltou que a missão permitirá aos alunos colocar em prática os ensinamentos teóricos, procurando principalmente desenvolver ações humanizadas. O caráter interdisciplinar da experiência também está sendo levado em conta pelos acadêmicos.

COMO VIVER BEM DIANTE DO FIM DOS TEMPOS?

Pr. Gilson Jr. - Igreja Batista do Estoril
Bauru - SP

Não tenho dúvidas que estamos vivendo o tempo do fim, pois os sinais da Vinda gloriosa de Cristo estão cada vez mais visíveis. E não falo apenas de guerras e rumores de guerras, pestes, mortes e das mudanças climáticas. Todos aqueles que aguardam com alegria a Parousia (Vinda, presença, aparecimento, advento) de Cristo sabem que o Senhor não falou de um evento metafísico, mas de algo real e evidente, onde “[...] todo olho o verá, até mesmo aqueles que o traspassaram, e todas as tribos da terra se lamentarão por causa dele” (Apocalipse 1:7). Mas enquanto esse dia não chega como devemos viver? O apóstolo Pedro dá instruções preciosas em sua carta.


O apóstolo Pedro cria na Vinda eminente: “Mas já está próximo o fim de todas as coisas; portanto, tende bom senso e estai alertas em oração” (1Pedro 4:7). O fim aqui é telos, o fim no sentido de conclusão. Essa era a esperança dos primeiros cristãos; por isso eles trabalhavam arduamente na propagação do Evangelho e não tinham receio de perder tudo, inclusive a vida, por causa de Cristo.
Alguns poderiam questionar: “Mas Cristo não veio na era deles. Será que eles não estavam enganados? Será que nós também não estamos enganados em pensar que a Vinda seja em nosso tempo? Não seria a Vinda de Cristo marcada pela morte do crente e sua recepção no céu?”. Essas perguntas são interessantes e precisam ser respondidas.
Primeiramente, os primeiros cristãos não estavam enganados, pois naquele momento da Igreja o maior anseio deles era a implantação do Reino. Entretanto, Jesus nunca disse que viria naquela geração, mas garantiu que sua Vinda seria vista em todo o mundo. Ele deu indicativos (guerras, terremotos, sinais nos céus e na terra, religiosidade efervescente, esfriamento espiritual, apostasia, entre outros), mas foi enfático ao afirmar: “Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as nações da terra se lamentarão e verão o Filho do homem vindo com poder e grande glória sobre as nuvens do céu” (Mateus 24:30).
Também não estamos enganados em pensar que Sua Vinda seja em nossa geração, pois é essa esperança que deve nos motivar a caminhar nessa Terra. A vida cristã é vivida à luz da eternidade, pois “Se a nossa esperança em Cristo é apenas para esta vida, somos os mais dignos de compaixão entre todos os homens” (1Coríntios 15:19). Como cristãos temos a esperança da ressurreição e a Vinda de Cristo marcará esse evento. Na Vinda de Cristo, “[...] os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro” (1Tessalonicenses 4:16).
Por isso Pedro diz que precisamos ter “[...] bom senso e estai alertas em oração”. Bom senso aqui (sôphronêsate) significa “ser mentalmente sóbrio”, dando a conotação de “cabeça fria ou a mente equilibrada”, que exerce autocontrole ou moderação (RIENECKER, ROGERS, 1988, P. 566). Por isso a vida cristã não implica em exageros, seja na busca de riquezas, sucesso humano ou aparente espiritualidade. O cristão é alguém equilibrado, que sabe por que vive neste mundo; o cristão vive unicamente para a glória de Deus (cf. Efésios 1:3-12). Sim, ele não vive à busca de coisas ou sentimentos como se deles necessitasse, mas vive para glorificar Aquele que vive eternamente e que vem buscá-lo.
É por isso que o cristão vigia em oração. E aqui há um detalhe interessante no texto grego, pois literalmente diz: “[...] Sede, pois, sóbrios e vigilantes nas orações” (Bíblia Textual, p. 1256). O vocábulo “vigilante”, que a Almeida Século 21 traduz como “estai alertas” é a palavra grega nêpsate, ou seja, “ser sóbrio, manter a mente limpa, ter autocontrole”. Mas de onde procede esse autocontrole? Da oração. Vemos aqui a mesma conexão feita por Jesus: “Portanto, vigiai, pois não sabeis em que dia vem o vosso Senhor” (Mateus 24:42; cf. 25:13; Marcos 13:33,35,37; Lucas 21:36). A vida cristã nada mais é que um estilo de vida piedoso, que alia sobriedade e autocontrole procedentes da oração. Mas alguém poderia me questionar: “Por que a ênfase na oração? Parece que orar é algo muito passivo”.
Esse é o problema da maioria dos cristãos hoje em dia, pois estão tão desejosos de fazer tantas coisas que se esquecem de que nossas obras são como trapos de imundícia (cf. Isaías 64:6) e que ninguém será justificado por suas obras pessoais (cf. Romanos 4:2-6; 9:32; Gálatas 2:16; 3:11). Não estou falando de que as obras não são importantes, mas apenas pontuando de que, se pensarmos nas nossas obras como algo meritório, estaremos nos igualando aos fariseus da época de Jesus.
A ênfase de Pedro na oração é compreensível à luz do próprio texto. Sem oração fica muito complicado exercer um amor fervoroso e constante, capaz de perdoar os pecados dos outros (4:8); sem oração não dá para ser hospitaleiro sem queixar-se (4:9); sem oração não há serviço que se expresse segundo a multiforme graça de Deus (4:10); sem oração não há pregação da Palavra no poder de Deus e não há atitudes que, de fato, tragam a glória do Senhor (4:11).
O cristão verdadeiro vive à luz da eternidade, de cabeça fria em relação a esse mundo, vivendo de modo sóbrio e em oração, fazendo diferença por onde passa, pois ele caminha aqui olhando o fim da estrada, que acaba nos portais eternos, na Nova Jerusalém onde seu Senhor lhe espera com a coroa da vida.

Tenha uma boa semana em Cristo


Fraternalmente, Pr. Gilson Jr.

22 de novembro de 2014

ALPB recebe visita de Parlamento Mirim de Dona Inês

Parlamentares mirins da cidade de Dona Inês realizaram uma visita, na manhã desta quarta-feira (19), a Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB). A visita foi para conhecer as dependências e funções do Poder Legislativo.
Os nove alunos do Ensino Fundamental, que integram o projeto, estavam acompanhados da deputada Eva Gouveia (PSD), do prefeito e de vereadores do município de Dona Inês. A visita teve início nas dependências do Legislativo, onde eles tiveram a oportunidade de assistir a sessão ordinária, conheceram a TV Assembleia, além de outros setores da Casa.
Em seguida, os vereadores mirins puderam conhecer o Memorial do Legislativo para aprender um pouco sobre o Processo Estadual, os presidentes e curiosidades em geral da Casa Epitácio Pessoa.
19-11-14_JG PARLAMENTARES MIRINS-DONA INÊS (87)A deputada Eva Gouveia ressaltou a importância de receber os estudantes na Casa. “É com bastante alegria que recebemos estes alunos, pois o parlamento foi uma ideia que surgiu aqui na ALPB, onde também temos a formação dos parlamentares mirins estaduais”, explicou.
O presidente da Câmara Municipal de Dona Inês, vereador Demétrio Ferreira, destacou que os vereadores mirins realizam sessões uma vez por mês, e que as discussões têm colaborado na criação de requerimentos e propostas para o município. “Queremos inserir estes jovens na política pensando no futuro do nosso Estado”, disse o parlamentar.
Os parlamentares mirins, que têm entre 13 e 15 anos, foram eleitos a partir dos projetos que apresentaram. A visita a Assembleia Legislativa foi uma troca de conhecimento para o melhor desenvolvimento das atividades. “Fiquei impressionado durante a visita, pois pude presenciar a dimensão que é o legislativo estadual”, comentou o vereador mirim Carlos Daniel.
Texto: Alexandre Kito
Fotos: Josivan Gomes