15 de dezembro de 2014

Pesquisa revela influência da Universidade Aberta à Maturidade na interação tecnológica entre idosos

Longevidade, modernidade e qualidade de vida. Há alguns anos seria incomum ver uma pessoa idosa conectada com a internet, fazendo uso das redes sociais e outros artefatos eletrônicos. Só que os tempos mudaram e o advento da tecnologia também provocou uma mudança de hábito nas pessoas que chegaram à terceira idade. Pelo menos essa é uma realidade dos idosos matriculados na Universidade Aberta à Maturidade (UAMA), projeto da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), conforme atestou pesquisa realizada por uma estudante de Comunicação Social da Instituição.

Com o título “Nunca é tarde para aprender: vivências e interações tecnológicas dos idosos no contexto da UAMA/UEPB”, a pesquisa elaborada pela estudante Morgana Nilda dos Santos Soares, como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), mostrou que os alunos da UAMA têm uma forma diferente de enxergar a vida e estão cada vez mais conectados com as novas tecnologias e as novidades do mundo moderno. Alguns só não usam as ferramentas em casa, devido à concorrência com os familiares.

O trabalho orientado pela professora Robéria Nádia Araújo Nascimento, abordou o tema de forma inédita na Instituição e chamou a atenção pelos resultados obtidos. Realizado no ambiente da Universidade Aberta à Maturidade, tomando como referência entrevistas realizadas no período de setembro a outubro de 2014, o trabalho procurou focalizar a relação entre comunicação e educação. O objetivo foi conhecer e analisar a interação dos idosos com as Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), à luz da concepção de aprendizagem. Também teve por objetivo demonstrar que ainda há caminhos para todos que queiram aprender, mesmo que estejam na fase do envelhecimento.

Segundo Morgana Nilda, os relatos dos idosos indicam que as tecnologias fazem parte da rotina dos entrevistados como ferramenta de aprendizado. A pesquisa permitiu verificar que através da UAMA os idosos tornaram-se usuários assíduos dos meios de comunicação para suas interações do dia a dia, a exemplo do computador, celular e televisão, e que apesar de suas limitações no aprendizado das novas tecnologias, mostraram-se estimuladas a desenvolver suas habilidades nesse contexto.

“Observamos, durante o estudo, que a UAMA não apenas ensina ‘novos saberes’, mas estimula a convivência, favorece a inclusão social, minimiza a solidão e o isolamento dessas pessoas, trazendo possibilidades de interação fraterna e favorecendo o aprendizado contínuo” observou. Diferente dos tempos passados, em que os idosos procuravam se isolar e se excluir do convívio social com a chegada da aposentadoria, deixando-se afetar pela depressão e doenças degenerativas, os alunos entrevistados apresentaram nova postura frente à vida graças a participação na UAMA.

A pesquisa lembra que geralmente a velhice é uma fase que apresenta intensos desafios a ser superados pelos idosos, inclusive os de aprender a dominar e manusear os artefatos da comunicação em uma sociedade extremamente tecnológica e digital. No entanto, o espaço da universidade, ajuda a quebrar esse paradigma. Para a pesquisadora, a educação permanente, proposta por instituições desse gênero, amplia as possibilidades de diferentes saberes e possibilita que os idosos desenvolvam novas habilidades, favorecendo a convivência e a inclusão social, à medida que contribui para o envelhecimento ativo e o bem estar cognitivo.

A UAMA, segundo a pesquisa, busca recolocar os idosos em uma sociedade de compartilhamento, ao desenvolver suas habilidades com o uso das tecnologias, fazendo com que seus integrantes pertencentes à Instituição estimulem suas funções mentais e físicas frente o mundo contemporâneo.

O coordenador da UAMA, professor Manoel Freire, afirma que o projeto da UEPB, iniciado em 2009, tem procurado estimular os alunos a ter acesso às novas tecnologias. Ele conta que muitos idosos chegaram à Universidade sem saber sequer manusear uma máquina digital e, hoje, devido às aulas de informática, estão conectados com os novos tempos, usam pen drive e até computadores portáteis.




14 de dezembro de 2014

Pesquisadora do Grupo de Física da Atmosfera da UEPB recebe prêmio Capes de melhor tese 2014

A pesquisadora da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Ana Roberta Paulino, foi agraciada, recentemente, com o prêmio Capes de Melhor Tese 2014 na área de Geociências pelo trabalho "Estudo global da maré lunar na média atmosfera através de medidas por satélite". A tese foi defendida no Programa de Pós-Graduação em Geofísica Espacial do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Ana Roberta é graduada em Licenciatura em Física pela UEPB, onde foi bolsista de Iniciação Científica. Na oportunidade recebeu o prêmio de melhor trabalho de iniciação científica do Centro de Ciência e Tecnologia da UEPB, em 2007, com a pesquisa sobre "Variações nas amplitudes das marés na alta atmosfera do Cariri paraibano". Recentemente, ela teve projeto aprovado no Edital Universal do CNPq para dar continuidade ao desenvolvimento da pesquisa no Grupo Física da Atmosfera no CCT, aonde já vem trabalhando com bolsa de pós-doutorado do CNPq, sob a supervisão do professor Lourivaldo Mota Lima.

Com base em observações obtidas por instrumentos instalados em solo e a bordo de satélites, o grupo de pesquisa Física da Atmosfera tem realizado estudos envolvendo o sistema Atmosfera-Terra-Sol, com ênfase nas variações dos parâmetros da mesosfera e ionosfera devidas à propagação de ondas atmosféricas (marés e ondas planetárias), o que tem possibilitado a publicação de artigos em periódicos internacionais e nacionais, orientações de doutorado, mestrado e de iniciação científica.





ELE NASCEU PARA MORRER PELOS PECADORES!

A maioria das pessoas não conhece a razão do Natal, pois o que está na mente das pessoas é uma festa onde as pessoas comem e bebem bastante, trocam presentes e por um tempo de vinte e quatro horas – ou pelo menos na ceia – as diferenças somem. É a festa de um velho barbudo, vestido com roupas bem inadequadas para o cenário tropical, que entra em chaminés que aqui não existem e deixa presente para as crianças que foram boazinhas durante o ano. O pior é pensar que muitos preferem esse conto da carochinha ao invés da história real e verdadeira.
Pr. Gilson Souto Maior Junior - Igreja Batista do Estoril
Bauru - SP

E qual é a verdade? Não é outra senão aquilo que está claramente descrito nas Escrituras: Jesus Cristo, o Messias prometido de Deus, nasceu para morrer pelos pecadores. A evidência bíblica aponta para esse fato inquestionável. Jesus não veio para ser “o mártir da paz”, não nasceu para servir de um exemplo de altruísmo ou coisas desse tipo. Essas configurações sobre a pessoa de Jesus não são apenas inapropriadas; são na verdade uma afronta, pois diante da grandeza e da beleza do Filho de Deus, essas coisas são mesquinhas e pobres.
A Escritura deixa claro que Jesus nasceria de uma mulher (cf. Gênesis 3:15; Lucas 2:7; Gálatas 4:4; Apocalipse 12:5), que Ele seria da descendência de Abraão (cf. Gênesis 12:3; 18:18; Mateus 1:1; Lucas 3:34; Atos 3:25), de Isaque (cf. Gênesis 17:19; Mateus 1:2) e de Jacó (cf. Números 24:17; Mateus 1:2; Lucas 3:34). Jesus seria descendente de Judá (cf. Gênesis 49:10; Mateus 1:2,3; Lucas 3:33), o que nos mostra que Ele seria descendente da promessa abraâmica e do povo eleito de Deus. Sendo Jesus da tribo de Judá, a promessa era que Ele sairia da descendência de Davi, sendo Seu legítimo herdeiro (cf. 2Samuel 7:13; Isaías 9:7; 11:1-5; Mateus 1:1). A Bíblia dá com exatidão o local de seu nascimento, 700 anos antes através do profeta Miquéias (cf. Miquéias 5:2; Mateus 2:1; Lucas 2:4-7). A Escritura fala de que Seu nascimento seria em tempos difíceis (cf. Daniel 9:25; Lucas 2:1-7), que nasceria de uma virgem (cf. Isaías 7:14; Mateus 1:18; Lucas 1:26-35), que as crianças em Belém seriam mortas (cf. Jeremias 31:15; Mateus 2:16), que sua família fugiria para o Egito (cf. Oséias 11:1; Mateus 2:14,15) e que após Seu retorno desenvolveria o ministério na Galiléia (cf. Isaías 9:1,2; Mateus 4:12-16).
Mas alguém poderia me questionar dizendo: “O cumprimento das profecias em Jesus foi uma coincidência, obra do acaso”. Talvez pudéssemos dizer isso de algum personagem histórico, mas como você consegue colocar sessenta e uma (61) profecias messiânicas numa única pessoa com precisão? Não há nenhuma pessoa, viva ou morta, que consiga a metade disso. Peter Stone no seu livro Science speaks (Ciência fala) mostra através de cálculos probabilísticos que seria impossível as profecias ocorrerem apenas como um acaso. Ele disse que se pegasse apenas oito profecias e calculasse a chance de algum homem ter vivido até o presente, cumprindo essas oito profecias, o resultado seria 1 em 1017; isso é um em 100 quatrilhões! Stone diz que seria o mesmo que pegar uma moeda de um dólar e as colocar sobre o estado do Texas; elas cobririam o estado inteiro com uma camada de 60 cm de espessura. A conclusão é: Ou essas profecias foram recebidas por inspiração de Deus ou os profetas apenas escreveram como acharam que deveria ser. Nesse caso, os profetas tinham somente uma chance em 1017 de ver essas profecias sendo cumpridas em Cristo. As oito profecias, cumpridas em Cristo, trazem uma exatidão praticamente absoluta (STONE, 1963, p.100-107).
Então, por que Ele nasceu? Ouçamos o próprio Senhor Jesus dizer a razão de Sua vinda: “Porque o Filho do homem veio salvar o que se havia perdido” (Mateus 18:11). Ele também deixou claro que o “[...] Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e para dar a vida em resgate de muitos” (Mateus 20:28; cf. Marcos 10:45; Lucas 9:55). Sim, Jesus Cristo veio para morrer pelos pecadores e levá-los até o Pai: “Então Jesus falou em alta voz: Quem crê em mim não crê apenas em mim, mas naquele que me enviou. E quem me vê, vê aquele que me enviou. Eu vim como luz ao mundo, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas” (João 12:44-46).
Portanto, essa é a boa notícia do Natal! Deus teve compaixão dos pecadores condenados ao inferno e nos enviou – gratuitamente – Seu precioso Filho que, assumindo nossa humanidade, sem pecado morreu em nosso favor, cumprindo as exigências de Deus quanto ao pecado e provendo a todo aquele que Nele crê a graça e o perdão dos pecados. O melhor é que Cristo não morreu em vão, pois ressuscitou e vive ao lado do Pai para ser nosso intercessor e advogado.
Como nos diz o apóstolo Pedro: “Mas fostes resgatados pelo precioso sangue, como de um cordeiro sem defeito e sem mancha, o sangue de Cristo, conhecido já antes da fundação do mundo, mas manifestado no fim dos tempos em vosso favor. Por intermédio dele credes em Deus, que o ressuscitou dentre os mortos e lhe deu glória, de modo que vossa fé e esperança estejam em Deus” (1Pedro 1:19-21).

Um abraço fraterno e uma ótima semana em Cristo, a razão do Natal.
Pr. Gilson Jr.



13 de dezembro de 2014

A BOA MORDOMIA

Todo fim de ano é a mesma coisa: as pessoas fazem um tipo de revisão da vida, observam seus erros, fazem promessas e projetam seus sonhos para um futuro incerto. A mídia nos bombardeia com um “Natal consumista” e com a falsa ideia de que o próximo ano será melhor. E assim diria o “profeta apócrifo”: “Ê ô, vida de gado, povo marcado, povo feliz” (RAMALHO, Zé, 1980, CBS). E por que uso essa expressão? Porque vivemos num país onde a parcela de famílias com dívidas, como cartão de crédito, crédito pessoal, carnês e financiamentos, é superior às registradas em julho deste ano (63%) e em agosto do ano passado (63,1%), segundo a Agência Brasil (26/08/2014). E agora temos juros estratosféricos de 11,75% ao ano, embora saibamos que é muito mais que isso.
*Pr. Gilson Souto Maior Junior

O que mais me assusta é pensar que, se em termos macroestruturais seis em cada dez brasileiros estão com a “corda no pescoço”, numa perspectiva microestrutural isso tende a se repetir dentro da Igreja. Além de ser preocupante, pois as dívidas sugam as forças emocionais e físicas, a obra de Deus tende a sofrer com cristãos angustiados por causa dessa situação. E o que mais me irrita é que a mesma ideia lançada pelos meios de comunicação para um consumismo desenfreado é repetido por pastores e líderes “evangélicos” que defendem a maldita “teologia da prosperidade”. Ô vida de gado!
Qual a saída bíblica para essa situação? É exercer a boa mordomia do tempo e do dinheiro. Sim, esses dois aspectos da vida causam muito estresse e ansiedade em nosso coração; entretanto, se não tivermos a visão correta dessas coisas com o objetivo de alcançar uma vida piedosa, fracassaremos terrivelmente em nossa missão. Mordomia significa usar bem as coisas e o tempo que Deus me dá para a glória Dele mesmo; É ver-me como um servo responsável pelo tempo, pela família, pelos filhos, pelo cônjuge, pelo trabalho, pelo estudo e apresentar a Ele tudo como algo agradável.
Jesus disse em Sua oração: “Eu te glorifiquei na terra, completando a obra da qual me encarregaste” (João 17:4). Esse é o cerne da boa mordomia, viver para a glória de Deus. E tem mais um detalhe: “Portanto, seja comendo, seja bebendo, seja fazendo qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus” (1Coríntios 10:31). Ou seja, não há nenhuma área da nossa vida que Jesus não possa dizer: “É meu!”. Portanto, tudo que faço deve estar revestido com o intuito de trazer a Glória Daquele que é Dono absoluto de tudo. Por isso quero refletir sobre dois aspectos da vida que causam estresse em nós hoje: Tempo e Dinheiro.
Tanto o tempo quanto o dinheiro precisam de disciplina. Essa é uma palavra da qual não gostamos, pois pensamos nela apenas como a vara que castiga. Entretanto, disciplina tem a ver com “submissão às regras, autocontrole”; sempre essa palavra me aponta para um atleta de alto nível, a alguém que deixa certas coisas (boas ou ruins) para alcançar um objetivo maior. Sem disciplina diária não caminhamos na vida espiritual, pois precisaremos sempre abrir mão de certas coisas – e muitas delas são boas – para alcançar coisas melhores.
A Bíblia diz que devemos ser prudentes quanto ao tempo, andando não como insensatos, aproveitando cada oportunidade, pois os dias são maus (Efésios 5:15,16). Isso nos lembra de que não temos a eternidade aqui, mas que nosso tempo é limitado e que precisamos vivê-lo com os olhos na eternidade (cf. Colossenses 3:2). Sim, o tempo é escasso e valioso, pois a cada dia estamos mais próximos da sepultura (cf. Tiago 4:14). Isso nos mostra que o tempo está passando e que aquilo que está adiante de nós é totalmente incerto (cf. 1João 2:17; Provérbios 27:1). Perder tempo é perder algo que nunca poderemos recuperar. Portanto, é um engano quando as pessoas afirmam: “Vou recuperar o tempo perdido”; isso é uma falácia!
A Bíblia também nos chama a atenção quanto algumas verdades sobre o dinheiro. Segundo a Bíblia, tudo pertence a Deus (cf. Êxodo 19:5; Jó 41:11; Salmo 24:1); isso significa que somos nada mais, nada menos que administradores de Deus. Assim como José foi colocado como “[...] mordomo da sua casa e entregou em suas mãos tudo o que possuía” (Gênesis 39:4), assim também Deus nos dá todas as coisas para delas cuidarmos. Isso implica que a casa ou apartamento que moramos, as árvores que vemos na rua, o jardim que plantamos, o carro que dirigimos, a roupa que vestimos e aquelas que estão no armário, os livros, CD’s e DVD’s que estão em nossas estantes, tudo pertence a Deus. Até o dinheiro que temos na carteira ou no banco pertence a Deus: “A prata e o ouro pertencem a mim, diz o SENHOR dos Exércitos” (Ageu 2:8).
A grande questão aqui é a seguinte: O que temos feito com os bens e recursos que Deus tem nos dado gratuitamente? Se somos bons mordomos vamos aplicar o dinheiro de Deus em coisas que trarão Sua glória e alegria; entretanto, se usamos o dinheiro de Deus de maneira desonesta, comprando coisas para nosso prazer egoísta, para mostrar aos outros que temos isso ou aquilo, com o intuito de mostrar o que não somos, então saibamos desde já que daremos conta a Deus disso também.
Isso é muito sério, pois se estamos endividados e esgotados isso significa que não estamos usando corretamente os recursos de Deus. Quando os cristãos dizem que não tem tempo para servir a Deus isso significa que eles estão invertendo as prioridades, pois certamente tudo aquilo que envolvem seus interesses pessoais estão no topo da lista. Quando cristãos deixam de investir no Reino de Deus, isso significa que suas prioridades estão invertidas; são capazes de comprar uma televisão LED 3D por R$ 1.500,00 e dar para missões R$ 30,00 e passar o ano todo sem dar o dízimo para o sustento da casa de Deus. Ora, se nossas prioridades estão invertidas, como podemos esperar bênçãos de Deus?
A boa mordomia começa no reconhecimento de que não temos nada e tudo que temos é recebido segundo a graça de Deus. Que possamos dizer como Davi: “Ó SENHOR, tua é a grandeza, o poder, a glória, a vitória e a majestade, porque tudo quanto há no céu e na terra é teu. Ó SENHOR, o reino é teu, e tu te exaltaste como chefe sobre todos” (1Coríntios 29:11).

Tenha uma boa semana em Cristo

Fraternalmente, Pr. Gilson Jr.
Igreja Batista do Estoril - Bauru -SP

12 de dezembro de 2014

Assembleia Legislativa entrega Prêmio de Jornalismo

A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) realizou, nesta quarta-feira (10), o anúncio dos vencedores do Prêmio ALPB de Jornalismo,  durante festa de confraternização com a imprensa. A solenidade aconteceu no Sonho Doce Recepções.
O prêmio foi dividido nas categorias de jornalismo impresso, telejornalismo, radiojornalismo, webjornalismo e fotojornalismo. Foram premiados profissionais e estudantes de Comunicação.


Durante discurso, o presidente da Assembleia, Ricardo Marcelo (PEN), agradeceu a imprensa e aos estudantes presentes. "A imprensa tem um papel fundamental na democratização da informação e no fornecimento de elementos para o exercício pleno da cidadania. Tem profissionais aguerridos que trabalham duro todos os dias para levar à população o bem mais precioso que existe que é a informação", disse.
Ricardo Marcelo destacou que a imprensa, além de divulgar as leis elaboradas pela Assembleia Legislativa, faz com que a população possa cobrar cada vez mais seus direitos. "Não poderíamos deixar de homenagear esses profissionais paraibanos e destacar o seu papel social", afirmou.
De acordo com o parlamentar,  incluir estudantes de comunicação no prêmio colabora para a formação dos futuros profissionais.
A diretora de Comunicação da ALPB, Beth Torres, ressaltou a importância do evento. "Esse é um período que a gente tem para nos confraternizar e agradecer pela parceria, pois as informações só chegam a população graças ao auxílio da imprensa. O presidente teve a iniciativa de criar esse prêmio para estimular matérias que divulgassem as leis estaduais, que são de fundamental importância para o exercício da cidadania", disse.
Para o deputado Trócolli Júnior (PMDB), o parlamento não funciona sem o auxílio da imprensa.  "A Mesa da Assembleia, em nome do presidente Ricardo Marcelo, promove mais uma grande confraternização, talvez a maior já realizada com a imprensa durante todo ano, o que é motivo de alegria para todos nós", destacou.
Janduhy Carneiro (PTN) disse que é essencial reconhecer os trabalhos dos profissionais da imprensa e prestigiá-los. Para Daniella Ribeiro (PP), nesta relação entre a imprensa e o Poder Legislativo, quem ganha é o cidadão paraibano, pois "a imprensa está sempre  avaliando e cobrando o trabalho e trazendo para a a população aquilo que acontece dentro da Assembleia".
O deputado Toinho do Sopão (PEN) parabenizou a iniciativa.  "A Casa está de parabéns por este prêmio que reconhece a todos que fazem o jornalismo paraibano".
A presidente da Associação Paraibana de Imprensa (API), Marcela Sitônio, uma das integrantes do júri, ressaltou: "A imprensa passa um ano acompanhando o trabalho dos deputados, e esse prêmio se consolida como uma grande iniciativa do presidente Ricardo Marcelo", afirmou.  
Premiados - Na categoria jornalismo impresso, as matérias vencedoras foram as  das jornalistas Valéria Sinésio (1° e 3° lugar) e Katiana Ramos (2° lugar). Foram elas: "Revista vexatória ainda é feita em presídios da PB", "Com um lugar para morar, mulheres recomeçam a vida" e "Paraíba não cumpre lei contra desertificação", respectivamente.  Todas publicadas no Jornal da Paraíba.
Em telejornalismo, o jornalista Hebert Araújo, da TV Cabo Branco, ficou em 1° lugar com a reportagem "Pena Corporal". Em 2° ficou a matéria "Trabalho infantil: o que fazer", de Wendell Rodrigues, da TV Correio. Já o 3° lugar foi o da matéria "Da lei à vida", de Larissa Pereira, da TV Cabo Branco.
Os cinegrafistas das três produções também foram premiados. São eles: Thiago Ferreira e Severino Ramos (1° lugar); Humberto Lima, Mazureik Muniz, Asafe Pacheco, Joselito Santos (2° lugar); e Alexandre Frazão (3° lugar).
O jornalista Hebert Araújo também foi o 1° lugar na categoria Radiojornalismo, com a reportagem "Vidas reconstruídas" pela CBN. O 2º lugar ficou com a jornalista Mislene Santos, da rádio 98 FM. A reportagem "Ignorância legal" foi de sua autoria. Já o 3° lugar foi da matéria "O que as leis tem a ver com a sua vida", de Marcelo Andrade, também da CBN.
Na categoria Webjornalismo foram premiadas as jornalistas Socorro e Silva, do portal do Jornal da Paraíba (1° lugar) - com a reportagem "Bebês de presidiárias têm o direito de viver junto das mães até os 6 meses";  Michelle Farias (2° lugar), também do portal Jornal da Paraíba, com a reportagem "Lei estadual garante passe livre para pessoas com câncer"; e Henriqueta Santiago (3°), do Portal Danadices, autora da matéria  "Procon Legislativo é o novo serviço de defesa do cidadão paraibano".
Em Fotojornalismo, o 1º lugar foi do trabalho "Autismo infinito particular", da fotógrafa Karla Noronha, do Blog do Gordinho. O 2° lugar foi do fotógrafo Assuero Lima, com a foto "Quando o acesso é deficiente", do Portal Correio. O 3° lugar foi do fotógrafo Francisco França, com a foto "Lei garante passe livre para pessoas com câncer", publicada no portal do Jornal da Paraíba.
Estudantes - Os trabalhos premiados na categoria estudante foram: "Passe livre para a cura" (Jornalismo impresso), dos estudantes Jean Carlos da Silva e Andreza Barbosa de Andrade; "Lei 9.958/13, em benefício da mulher" (Telejornalismo), de autoria de Wallison Bezerra, Suenya Grandino e Josemi Cavalcante; "Leis importantes e folclóricas" (Radiojornalismo), de Daniel Lustosa;  e "Brincadeiras de verdade" (Fotojornalismo), de Manoel Pires. Todos estudantes da Maurício de Nassau.
Avaliação - Durante a avaliação dos trabalhos, foram analisados critérios como desenvolvimento do conteúdo, organização das informações, clareza, domínio da norma padrão da língua portuguesa, prestação de serviço à sociedade, originalidade, edição (no caso de telejornalismo e radiojornalismo) e estética (no caso de fotojornalismo).
O júri foi escolhido por critérios técnicos. Foi formado por professores universitários e representantes de sindicatos, associações, do Ministério Público e de uma Organização Não Governamental (Ong). A lista dos integrantes está disponível no site da ALPB.
Foram premiados os três primeiros lugares de cada categoria. O primeiro colocado receberá  R$ 5 mil; o segundo, R$ 3 mil e o terceiro, R$ 1,5 mil.  Os cinegrafistas das três produções premiadas na categoria Telejornalismo também receberão, respectivamente, R$ 5 mil, R$ 3 mil e R$ 1,5 mil, para o primeiro, segundo e terceiro lugares.
Já a premiação para os estudantes é de R$ 1 mil, para os primeiros lugares das categorias de jornalismo impresso, telejornalismo, radiojornalismo e fotojornalismo.










Fotos: Juliana Santos

HÁ ESPERANÇA ATRÁS DOS ARAMES FARPADOS!

Nessa semana o coral de nossa igreja foi cantar na Fundação Casa e apresentou uma parte da cantata de Natal desse ano. Fui para levar uma palavra àqueles adolescentes internos e confesso que estava preocupado com o que diria a eles. Sim, eles cumprem uma pena segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), mas não podemos ter uma visão simplista. Seria tolice pensar que esse problema não nos pertence e que é mais fácil mantê-los trancafiados. Não! Esse é um problema da sociedade brasileira, pois quando fechamos nossos olhos às injustiças o mal campeia.
*Pr. Gilson Souto Maior Junior

Quando entramos tive a impressão de estar num presídio com muros altos, grades internas, cercas de arame farpado e num pátio cerca de 40 adolescentes nos esperavam. Era um início de noite chuvoso e eles estavam ali sentados, com seus monitores e professoras; receberam-nos com um olhar de expectativa e distância, simplesmente normal para aqueles que estão naquela condição. E enquanto o coral cantava e eles escutavam com atenção a mensagem cantada, fiquei olhando o rosto deles e orei: “Deus, o que posso falar para eles?”.
Naquele momento entre as músicas de Natal e as paredes da prisão lembrei-me da história do teólogo Jürgen Moltmann (1926-). Nascido numa família secular ele foi alistado aos 17 anos em 1943 na Luftwaffe. Em julho daquele ano, durante um bombardeio britânico em Hamburgo, apenas ele sobreviveu entre os companheiros que estavam nas baterias antiaéreas. Ele mesmo recorda como chorou e acabou a gritar pela primeira vez por Deus: “meu Deus, onde estás?” (MOLTMANN, Biografia e teologia, 1998, p.20). Depois disso foi obrigado a lutar em terra até que em 1945 rendeu-se ao primeiro soldado inglês que viu. Entre 1945 e 1948 viu muitos jovens soldados morrerem deprimidos e chegou a dizer que havia perdido a esperança na cultura germânica depois que viu fotos de Auschiwitz e Buchenwald na parede com o extermínio de judeus e outros grupos. Ele disse: “Às depressões devidas às destruições da guerra e à prisão, agregou-se um sentimento de profunda vergonha por termos de continuar a suportar aquele vexame” (MOLTMANN, A fonte de vida, p.12).
Depois de serem transferidos da Bélgica para a Inglaterra, um capelão do exército americano lhe deu um Novo Testamento com os Salmos. Logo uma Bíblia! Ele que nunca se dedicou a buscar a Deus, agora se via diante de um livro que nunca leu ou amou. Começou a ler os Salmos até que chegou numa parte que dizia: “Deste aos meus dias o comprimento de alguns palmos; o tempo da minha vida é como nada diante de ti. Na verdade, todo homem, por mais firme que esteja, é apenas um sopro. Na verdade, todo homem vive como uma sombra; inquieta-se e ajunta riquezas em vão, e não sabe quem ficará com elas. Agora, Senhor, o que eu espero? Minha esperança está em ti. Livra-me de todas as minhas transgressões; não faças de mim alvo de zombaria do insensato. Estou mudo, não abro a boca por causa do que tu fizeste. Retira de mim o teu flagelo; desfaleço pelo golpe da tua mão. Quando castigas o homem com repreensões por causa do pecado, destróis, como traça, o que ele tem de precioso. Na verdade, todo homem é apenas um sopro. SENHOR, ouve minha oração e inclina os ouvidos ao meu clamor! Não te cales diante das minhas lágrimas, porque sou para contigo como um estrangeiro, um peregrino como todos os meus pais” (Salmo 39:5-12). O texto dos salmos veio como um bálsamo em sua alma.
Depois ele leu os Evangelhos e ao ver o sofrimento de Cristo, disse: “Cristo – amigo na peregrinação, que abandonou tudo para procurar as vidas abandonadas, Cristo – aquele que me toma pela mão em seu caminho rumo à ressurreição e à vida. Eu tornei a perceber a coragem de viver. Tomou-me – de modo lento, mas seguro – uma grande esperança na vida plena. Eu ouvi novamente os tons musicais, vi de novo as cores, senti mais uma vez as forças da vida” (MOLTMANN, Vida, esperança e justiça, p.11). A esperança surgiu naquele coração por causa da graça de Deus revelada em Jesus Cristo.
Ali, diante daqueles adolescentes abri a Bíblia e compartilhei com eles a mensagem da esperança. Disse a eles que eles não nasceram em vão, mesmo que os pais nunca os tivessem planejados. Eles não eram um acidente de percurso, pois Deus tinha um plano para suas vidas. O pecado nos torna prisioneiros, mas Cristo nasceu para nos libertar, pois como diz João: “Porque Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16). Falei-lhes do verdadeiro sentido do Natal, que não era a festa em si, nem a mesa farta de comida nem presentes, mas Jesus Cristo, dado por Deus para pagar nossos pecados. Contei-lhes a história de Moltmann e lhes disse: “Não sei os motivos que os trouxeram para cá, mas sei de algo. Viemos aqui dizer que há esperança para vocês, esperança atrás dos arames farpados. Vocês não foram criados para estar aqui, mas somente Jesus Cristo poderá dar-lhes perdão para seus pecados e poder para vencer a tentação quando saírem daqui. Quanto mais longe da luz andamos, mais nas trevas caminhamos; Jesus Cristo é a luz do mundo e somente Nele encontramos a razão da nossa esperança”.
Isso é Natal! É a esperança que brilha com a graça de Deus, manifesta na cruz de Cristo, pois foi para isso que Ele nasceu: Para morrer pelos nossos pecados e nos libertar da prisão espiritual que nos cega. Natal que dura um dia é uma festa sem graça. O Natal verdadeiro é aquele que Jesus Cristo nos transforma diariamente e nos dá esperança de algo melhor que esse mundo. Essa festa dura para sempre!

Gilson Souto Maior Junior, Pastor Sênior da Igreja Batista do Estoril.- Bauru-SP

“Eu não encontrei a Cristo, mas foi Ele quem me encontrou” (Jürgen Moltmann)