1 de fevereiro de 2018

Glossário






Mais alguns jargões jornalísticos para conhecimento dos nossos leitores.  


São  termos utilizados no dia a dia da nossa profissão, alguns até estranhos, mas, entendidos perfeitamente, pelos que militam nas salas de redação dos meios de comunicação e assessorias.


Jargões jornalísticos




Cozinha
Trabalho de reescrever (adaptar, atualizar ou condensar) matéria do próprio veículo ou de outra publicação (prática não recomendável).
Crônica
Texto jornalístico desenvolvido de forma livre e pessoal, a partir de fatos e acontecimentos da atualidade, com teor literário, político, esportivo, etc.
Deadline
Prazo final para baixar página ou fechar a edição do jornal.
Editar
Manter e produzir determinada publicação jornalística. Organizar o material jornalístico para publicação.
Editor
Pessoa que dirige e coordena uma publicação periódica. Pessoa responsável pela edição de conteúdo ou produtos de determinado setor ou veículo de comunicação.
Editoria
Cada uma das seções de uma órgão de imprensa, sob responsabilidade de um editor especializado.
Editorial
Texto jornalístico opinativo, escrito de maneira impessoal e publicado sem assinatura,
 referente a assuntos relevantes. Define e expressa o ponto de vista do veículo ou da
 empresa responsável pela publicação.

Empastelar


No jornalismo significa invadir ou assaltar oficina ou redação de 
um jornal/revista inutilizando o trabalho que está sendo feito ou danificando as máquinas e
materiais diversos. Ex. Isto ocorreu , por exemplo, na Paraíba, pelo que se
 tem  conhecimento, em Campina Grande, em duas oportunidades em 6 de maio de
 1891, quando invadiram as oficinas do jornal Gazeta do Sertão, que pertencia ao jornalista
e advogado, Irinêo Jofilly  e o Diário da Borborema, dos Diários Associados.   

Expediente

Quadro de identificação que jornais e revistas, por exigência legal, publicam em todas as
edições com informações como: endereço da empresa, fones, e-mail e profissionais
responsáveis pelos vários departamentos da publicação.

Fait-divers
Fatos diversos. Diz-se de notícia que desperta interesse do leitor por implicar rompimento insólito ou extraordinário do curso cotidiano dos acontecimentos.
Foca
Jornalista novato. Repórter sem experiência na profissão. 
Fonte - Tipologia
(1) Procedência da informação na apuração jornalística. Podem ser pessoas ou documentos.
(2) Tipologia. Família de letras.
Freelance
Trabalho avulso, sem vínculo empregatício, encomendado a qualquer profissional. Diz-se também free-lancer. No português: frilar ou fazer um frila.

Gancho
Início de uma matéria jornalística. Também pode ser usada como uma expressão para
indicar que aquele assunto ou fato desencadeou, ou seja, “deu gancho” para o 
desenvolvimento de uma notícia ou reportagem.
Gilete-press
Expressão que indica pejorativamente o hábito de produzir notícias à base de releases ou de matérias prontas, extraídas de outras publicações.

IMPRENSA MARROM
Imprensa sensacionalista.

Imprensa chapa branca

Imprensa alinhada com os governos.

Intertítulo
O mesmo que entretítulo. Cada um dos títulos que subdividem um texto extenso usado para dividir a matéria em vários trechos destacados.

Por hoje é só. Amanhã...tem mais!

31 de janeiro de 2018

Severino Quirino: grande nome da comunicação paraibana






Conheci Severino Quirino no rádio, com quem convivi durante muitos anos, mesmo antes de ter assinado contrato com os Diários Associados, no início dos anos 70. Desde os meus primeiros passos na imprensa campinense, já na Rádio Caturité, onde comecei em 1965, encontrava sempre o saudoso Quirino, na atividade jornalística no rádio. Ele pela Rádio Borborema, enquanto eu, meninão, começando pela minha sempre querida Rádio Caturité. Participamos de solenidades, as mais diversas, no dia a dia da cidade, como mestres de cerimonias. 
Numa solenidade do Super Mercado Serve Bem, da família Loureiro
- foto do Blog Retalhos Históricos de Campina Grande -

Depois, já Diários Associados, os nossos encontros eram mais frequentes, não apenas na Rádio Borborema, mas, também, nas reuniões semanais do Rotary Clube de Campina Grande, que se reunia na Cabana do Possidônio, Rua 13 de Maio, onde além de integrante do clube de serviços, Quirino comandava cerimoniais as programações, com leituras e atas da entidade. 


Foram períodos com oportunidades importantes para o meu aprendizado na condução de programações solenes, onde sempre o observei a sua atuação nos eventos, e a postura correta de mestre de cerimonias. Certamente, ele foi o meu ídolo nesse metier. Confesso, que aprendi muito com Severino Quirino, a arte de conduzir uma solenidade, a forma correta de formação de uma mesa, sempre com a observância exigida, e vendo a necessidade, e isso, ele me alertava, de obediência da ordem de precedência para execução dessa tarefa, da necessidade e formas de como registrar presenças, etc. Não apenas isso, os conhecimentos do jornalismo radiofônico dele foram fundamentais na formação de inúmeros radialistas campinenses, entre os quais me incluo.

Anos depois, nas aulas de Assessoria de Comunicação, já como professor e jornalista diplomado e pós-graduado, na UEPB, pude transferir o que aprendi com Severino Quirino e, na própria universidade, aos meus alunos. E tive o prazer de citá-lo em sala de aula e lembrar a sua vasta experiência neste segmento da comunicação.

Severino Quirino de Farias, seu nome por inteiro, também viveu um tempo no rádio patoense, precisamente na Rádio Espinharas, a primeira emissora de radiodifusão do Sertão. Após quatro anos fora do ar, na década de 1950 – ela foi inaugurada no dia 1º de agosto de 1950 – a emissora Pioneira da região (relato isso no livro Rádio – História e Radiojornalismo–2015 – Editoa A União), recebeu o apoio dos Diários Associados, através de seu dirigente maior, Assis Chateaubrind Bandeira de Mello. Muito amigo de Drault Ernany, que adquiriu a emissora ao seu primeiro dono, o político Pereira Lira, nomes importantes foram cedidos por Chatô para o retorno da emissora patoense, entre os quais, Severino Quirino.

Joselito Lucena, também passou pela
Rádio Espinharas
Com ele, trabalharam, afora a prata da casa formada por Ramalho Silva, Luiz Pereira (que anos depois trabalharia na Borborema), Fildany Gouveia, Orlando Xavier, Edleuson Franco, Virgílio Trindade, Batista Leitão, entre outros, Joel Carlos e Joselito Lucena, também recrutados em Campina Grande. Foi possível com uma equipe de bons valores, fazer a Espinharas voltar com uma grande equipe, destacando-se no cenário regional.

Severino Quirino, dos cedidos pelos Associados, foi quem mais tempo passou em Patos. Casou com Socorro, colega de trabalho e retornando depois à Campina Grande. Com ela formou uma família bonita, de gente inteligente, entre os quais eu lembro, um dos seus filhos, o Professor-Mestre Maio Spellman Quirino de Farias, com atuação na UniNassau.    
Severino Quirino, diante das câmeras da TV
Borborema, no ano de 1964 
Quirino, um dos mais educados radialistas que eu conheci, brilhou durante muitos anos no rádio campinense. Fez muitas amizades e, por sua simplicidade e coração imenso, conquistou uma cidade inteira. Tinha muitos admiradores. Campina jamais o esquecerá. Viveu Campina Grande intensamente. Era um trezeano de coração, mas um grande desportista. Foi um radialista que participou de importantes momentos da radiodifusão e da vida campinense.
 Passou pelos quadros da TV Borborema nos seus primeiros momentos, como noticiarista. Um bom noticiarista, acrescente-se. Na URNE/UEPB, graduou-se em Direito. Aposentou-se como Procurador do Estado.
Severino Quirino de Farias faleceu no dia 02 de janeiro de 2003. Foi sem dúvidas um dos mais destacados nomes da comunicação paraibana. 

Glossário do Jornalismo

Jargões...Vamos conhecer um pouco dos termos utulizados no dia a dia do jornalismo impresso?

Agência de notícias
Empresa que elabora e fornece matérias jornalísticas, por meios rápidos de transmissão
para seus assinantes. Pode ser de âmbito local, nacional ou internacional. 
Transmite regularmente e de forma ininterrupta a seus associados o noticiário geral ou 
especializado, fornecendo informações “por atacado”. 

Almanaque
Obra de periodicidade geralmente anual, constituída de textos de cunho informativo 
e recreativo.
Também pode ser uma edição especial de uma revista, publicada esporadicamente 
ou com periodicidade anual, em formato maior, com matérias especiais e maior número de 
páginas.

Articulista
Profissional que, periodicamente, escreve artigos assinados para jornais e revistas, onde
opina pessoalmente sobre fatos relevantes. Pode ou não fazer parte do quadro funcional.

Artigo
Texto jornalístico interpretativo e opinativo que desenvolve uma ideia ou comenta um assunto a partir de uma determinada fundamentação.

Assinatura
Nome do autor da matéria.

Barriga
Notícia inverídica publicada na imprensa, geralmente com grande alarde e sem má-fé, na tentativa de furar os concorrentes. Causa grande desgaste e descrédito ao veículo de imprensa e ao repórter. Hoje, quando não é verdadeira...é Fake News.

Boletim
Publicação periódica que se destina à divulgação de atos oficiais e governamentais, de atividades de órgãos privados etc. Difere do jornal e da revista pelo formato (menor), estilo redacional (não necessariamente jornalístico) e produção gráfica (pode até ser xerocado).

Boneco
Esquema de paginação e diagramação. Projeto gráfico de jornal, revista, livro ou qualquer outro trabalho de gráfico. Funciona como um leiaute e orienta o paginador ou diagramador.

Briefing
Instruções e diretrizes transmitidas, de forma resumida, pela chefia (de uma agência de
propaganda, birô, jornal, emissora etc) aos responsáveis pela execução de um trabalho 
(como uma cobertura jornalística).

Capitular
Letra em destaque no início do texto.

Calhau
Notícia, artigo, matéria de menor importância ou anúncio de permuta que, na falta de coisa 
melhor, serve para encher espaços vazios (buracos) por falta de material editorial ou erro 
de cálculo na diagramação.

Cartola

Palavra ou expressão que define o tema da matéria. Geralmente antecede o título. 


Cascata
Redação inconsistente, longa e pobre de conteúdo.

Chamada
Pequeno título e/ou resumo de uma matéria, publicado geralmente na primeira página de 
jornal ou na capa de uma revista, com o objetivo de atrair o leitor e remetê-lo à matéria 
completa nas páginas internas.

Charge
Charge é um estilo de ilustração que tem por finalidade satirizar, por meio de uma 
caricatura, algum acontecimento atual com uma ou mais personagens envolvidas. A 
palavra é de origem francesa e significa carga, ou seja, exagera traços do caráter de 
alguém ou de algo para torná-lo burlesco.

Cartoon
Palavra de origem inglesa, difere da Charge, pois retrata situações mais corriqueiras do 
dia-a-dia da sociedade.

Checar
Confirmar uma notícia ou qualquer informação apurada, antes de publicá-la.

Cobertura 
Trabalho de apuração de um fato no local de sua ocorrência para transformá-lo em notícia. 
Pode ser individual ou em equipe.

Colunista

Jornalista ou escritor que redige em jornal ou revista. Conforme o gênero da coluna, ele 
pode ser um cronista, um comentarista, um crítico etc.


Conselho Editorial
Grupo de profissionais ligados a uma editora ou publicação, que se reúnem ou são 
consultados com o objetivo de definir uma linha editorial e acompanhar seu
desenvolvimento. 

Copidesque
Do original copy desk, que designa a mesa onde são colocadas as matérias para revisão.É 
o trabalho de revisão do texto, da redação final para a publicação de um texto escrito.

Por hoje é só. Amanhã, novos nomes e seus significados na linguagem jornalística.





30 de janeiro de 2018

TV BRASIL PARECE MAIS UMA ESTATAL CUBANA

'OPINIÃO'
Nonato Nunes

A abalizada opinião de um dos mais consagrados nomes do jornalismo paraibano 
Jornalista Nonato Nunes
Quem assiste à TV Brasil fica com a impressão de que todo o seu corpo diretivo é cubano ou venezuelano. Por que digo isso? Porque tenho prestado atenção nos filmes exibidos na TV Brasil, e digo, sem medo de errar, que de cada dez, ao menos sete ou oito dessas películas têm conteúdo ideológico de Esquerda. Há alguns dias foram exibidos filmes comemorativos pela passagem dos 100 anos da "Revolução Soviética". 
São filmes que, na sua grande maioria, são produzidos por cubanos, mexicanos, venezuelanos, nicaraguenses, argentinos, uruguaios etc.. A TV Brasil deixa transparecer que existe, sim, um claro projeto de divulgação e disseminação da ideologia comunista na América Latina sob o pretexto de prestigiarem os filmes produzidos do México para baixo. O projeto, na sua essência, tem como pano de fundo a disseminação da ideologia comunista, tendo no cinema sua plataforma de exibição e no espectador o seu objetivo final.

Na madrugada de ontem para hoje assisti ao filme "Princesas Rojas", uma produção costarriquenho-venezuelana. Princesas...é dirigido pela venezuelana Laura Astorga, castrista e comunista. O filme conta a história de uma família de nicaraguenses envolvida em operações clandestinas em favor dos comunistas em plena revolução sandinista (Nicarágua, 1980). E quem sofre com isso? Ora, as duas filhas do casal. A mulher, porém, decide abandonar o movimento, deixa as duas filhas com o pai e foge para Miami (EUA).

No mais é ver o filme (pode ser baixado do You Tube).para tirar suas próprias conclusões.

Um abraço.

29 de janeiro de 2018

Eraldo Silva foi um nome de destaque na radiofonia campinense





Jovem radialista Eraldo Silva
Eraldo Silva começou a sua vida nos meios de comunicação na cidade de Campina Grande, no dia 1º de julho de 1977, precisamente na Rádio Caturité, uma emissora, que tem sido ao longo de sua história, uma grande escola na preparação de bons profissionais. 
Na rádio da Diocese campinense, o amigo Eraldo Silva permaneceu até março de 1984. Mas, foi um afastamento que durou pouco tempo, pois o querido radialista retornou em 1985, após rápida passagem pela então Rádio Sociedade da Paraíba (hoje Rádio Cariri FM). O encerramento do novo contrato com a Caturité, somente ocorreu 1993. Mesmo assim, seu caso de amor com a emissora dos Padre continuou, com Eraldo permanecendo na rádio, por mais dois anos, sem vínculo contratual. Num horário locado, ele participou de um programa jornalístico na companhia de Joãozito Silva, outro bom valor do rádio campinense.     
Eraldo Silva, com formação em Comunicação Social – Habilitação Jornalismo, pela Universidade Estadual da Paraíba, ainda atuou na Rádio Correio FM, em Campina Grande, juntamente com os experientes profissionais Napoleão de Castro e Marcos Alfredo.   
O querido Eraldo, não esquece os programas por ele comandado na Rádio Caturité de Campina Grande, que já existiam na grade de programação da estação, com audiências enormes, na cidade e região, como, “Caturité Faz Amigos”, programa criado por Evandro Barros, nos anos 60, “Bom dia Campina Grande”, “Convocação Geral” e o mais antigo de todos, “Postal Sonoro”, ainda hoje com uma audiência incrível, principalmente na área rural.
O seu carinho pelos amigos que o ajudaram na profissão é enorme. Ele ressalta o apoio recebido por José Eugênio, Humberto de Campos, Severino Félix, Massilon Gonzaga, Clóvis de Melo, Diógenes Queiroz e o professor José Cursino de Siqueira, a quem faz questão de chamar carinhosamente “meu querido professor Siqueira”.

“Outras pessoas também foram fundamentais na minha carreira, como o saudoso Inácio Jorge, então diretor comercial da rádio, e de operadores como Genival Fernandes, Beto Farias, Marinaldo Morais e Severino Gomes (Sansão)” – afirma Eraldo.
Eraldo Silva, ainda trabalhou como repórter do Jornal da Paraíba, de 1995 a 1998 e de 2001 a 2002. Passou pelo rádio cearense, na cidade Iguatu, nas Rádios Jornal Centro-Sul e Iracema (Rádio Cidade).
Eraldo Silva, hoje, atua na área de comunicação
da saúde, no Rio 
Atualmente reside no Rio, onde chegou em 2003. Foi assessor de imprensa na campanha da juíza Denise Frossard e do então candidato a vereador Juedir Teixeira, professor da Universidade Veiga de Almeida, e representante do Sindilojas, no Rio de Janeiro.

Passou cerca de cinco anos como locutor-apresentador da então Rádio Estação Sat, que não mais existe. Hoje é servidor público, concursado, na área de saúde no município do Rio de Janeiro. É um grande profissional, e, foi durante o tempo o tempo em que atuou na cidade de Campina Grande, principalmente, muito querido pelos amigos, ouvintes e leitores.       

28 de janeiro de 2018

História

Os problemas brasileiros vêm de longe. Ao pesquisarmos podemos nos deparar com os problemas nacionais, que vêm desde as caravelas portuguesas. Desde a chegada de “Santa Maria, Pinta e Nina”, já se pintava o sete e desenhava-se o oito nesta querida terra. Trocado em miúdos, já se roubava, se falava da ausência de escolas para estudar e fazer – um simples curso fundamental - acessível, apenas em alguns centros maiores, Recife, por exemplo. 



Já se brigava pelo PODER. Na metade do século XIX, eram fortes as pressões contra a monarquia, com a palavra renovadora dos republicanos.



No setor educacional, na região Nordeste, para se cursar Direito, recorria-se ao Recife. 
Assim, por exemplo, fez o paraibano Irinêo Joffily, natural de Campina Grande, em 1862, quando matriculou-se na capital do vizinho estado, após estudar interno em Cajazeiras, no colégio do Padre Rolim, Campina e o Estado não ofereciam o curso superior. Pertinho de passar a ser cidade – o que aconteceu em 1864 – Campina contava com pouco mais de 14 mil habitantes, dos quais, três mil eram escravos. Irinêo, foi avô do importante político do nosso Estado, José Joffily, autor de inúmeros livros, dentre eles ‘ENTRE A MONARQUIA E A REPÚBLICA’.
Nesse período, Felizardo Toscano de Brito, na nossa capital, cidade da Parahyba, defendia os conterrâneos negros com campanhas antiescravistas, em 1859, se utilizando dos jornais da época. Em contrapartida, o poder econômico, através da firma Mello & Cia, aliada a outras tantas da capital paraibana, davam continuidade ao nojento comércio de exportação de negros escravos para outras regiões do país, que davam ênfase ao cultivo do Café. Quando da abolição da escravatura, toda a província do Estado da Parahyba do Norte contava com 9.400 escravos.

Ainda no livro, José Joffily, destaca que o seu avô, quando então acadêmico de direito, resolveu mudar de nome, em 7 de março de 1864, para Irinêo Joffily. Na verdade seu nome de batismo era Irinêo Ceciliano Pereira da Costa. Incluiu, pois, o Joffily. Dois anos depois, no ano de sua formatura, ele fundou, no âmbito da Faculdade de Direito, o jornal Acadêmico Parahybano.




Mesmo com a responsabilidade e correia dos estudos, o estudante Irinêo Joffily, não deixou de se posicionar favorável a independência do país, numa luta enorme contra os desmandos da monarquia. No Acadêmico Parahybano, ele, então republicano, manifestou, ainda, a presença da hegemonia portuguesa, apenas em Pernambuco, num artigo denominado “Necessidade de uma associação comercial na praça da Parahyba”. Já naquele tempo, concentravam-se no Recife, todas as importações do Nordeste. Um filme que continuamos a assistir, hoje. Compare-se porto de Cabedelo X Porto de Suape.
Conde D'Eu

D. Isabel Cristina 
                           

Dom Pedro II
Entre 1864 a 1866, ocorreu muita resistência ao chamado mandonismo de Portugal, nos segmentos comercial, social e cultural, a começar pelas manifestações da herdeira do TRONO, D. Isabel Cristina Leopoldina de Bragança, que Isabel casou com um estrangeiro, Louis Philippe Marie Ferdinand Gaston (Luís Filipe Maria Fernando Gastão, Conde d'Eu). 

Ela, no seu periódico A MARQUEZA DO NORTE, um jornal feminino-político, editado no Recife foi radicalmente contra o imperador. ‘OS DOIS GOVERNOS, DO BRASIL E DE PORTUGAL, QUE SÃO UMA E A MESMA COUSA’ – ‘A CORTE DO RIO DE JANEIRO ESTAÁ CONVERTIDA NUMA COMPLETA LISBOA’ – ‘OS NEGÓCIOS BANCÁRIOS E AS EMERGÊNCIAS DO PAÍS, O IMPERADOR SÓ CONFIA AOS PORTUGUESES’ – E num dos trechos do nº 3 do seu jornal, datado de 12.01.1867 – a Marqueza, dispara:

‘ENFIM! ... O BRASIL CHEGOU À ÚLTIMA DEGRADAÇÃO NO REINADO DO SR. D. PEDRO II. SE OS NOSSOS VIZINHOS DA AMÉRICA DO NORTEM NÃO NOS VALEREM, ESTENDENDO-NOS A MÃO COMO HÁ POUCO FIZERAM COM O MÉXICO, A NOSSA ESCRAVIDÃO SERÁ PERPÉTUA’.
Pelo que se pode observar, o Brasil é uma confusão desde muito tempo.